A Normandia e suas praias

quinta-feira, 24 de junho de 2010
por Jornal A Voz da Serra
A Normandia e suas praias
A Normandia e suas praias

Deixamos Vernon para trás e fomos para Bayeux, primeira cidade francesa a ser libertada após o desembarque das forças aliadas, nas praias da Normandia. A operação Overlord ou Dia D em nove de julho de 1944, durante a Segunda Guerra Mundial. É, talvez, uma das maiores operações de guerra do século 20, cobriu de glória as forças armadas dos Estados Unidos, Inglaterra, Canadá e, posteriormente, da França, além de ser o início da derrocada do III Reich com Hitler e seus capangas a reboque.

Merece uma visita a cidade de Saint-Mère Église cuja igreja, na praça principal, mostra uma réplica de um paraquedista que ficou preso no seu campanário, antes de tocar o solo. Aliás, uma cena famosa do filme O Mais Longo dos Dias, da década de 60. Esse soldado após ser alvejado pelos alemães, fingiu-se de morto e escapou com vida da sua desventura.

Ela era uma peça chave na retaguarda e foi invadida pelo alto, pela 82ª divisão americana de paraquedistas. O museu da cidade, também na praça, mostra um avião de transportes de tropas conhecido como C-47, um planador que levava material de apoio, vários armamentos e utensílios da época, usados pelos soldados.

Para furar o bloqueio imposto pelas tropas nazistas e conhecido como muralha do Atlântico, os aliados tiveram que desembarcar nas praias da região cujas mais famosas são a de Utah Beach, Omaha Beach, Juno, Sword e Arromanches. Em cada uma delas ainda podem ser vistas várias casamatas, em concreto de espessura inacreditável, que abrigavam canhões de grosso calibre, a maioria voltados para o mar. As perdas foram enormes, como mostram os cemitérios militares dos Estados Unidos, da Inglaterra e da Alemanha, construídos nas imediações. Ao contrário dos outros, o alemão é o que abriga o maior número de sepulturas e o mais deprimente. O lugar atrai turistas de vários países e, por estarmos em junho, estava bem cheio.

Mas Bayeux não é só guerra e merece uma atenção toda especial. A Tapeçaria de Bayeux, é um museu que abriga uma peça de quase 200 metros de comprimento por 50 cm de altura, toda trabalhada à mão. Ela retrata a história da conquista da Inglaterra por Guilherme, duque da Normandia, no século 11; é uma espécie de literatura de cordel, sob a forma de bordado em lã, com quase mil anos de existência.

Vale também uma visita ao moinho de Marcy, datado do século 19, movido a água e com seus dispositivos mecânicos em pleno funcionamento, à catedral cuja construção é de 1077, ainda no reinado de Guilherme, o Conquistador, e uma caminhada pela cidade velha com sua arquitetura normanda característica. Sem falar no consumo do queijo mais famoso da região, o camambert, sempre acompanhado de um bom vinho que aqui é mais barato que o pior vinho nacional.

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