COM EMOCIONADOS discursos de despedidas, inaugurações apressadas e da ‘alegria triste’ revelada pela candidata petista ao Palácio do Planalto, os políticos que disputarão os votos dos brasileiros em 4 de outubro deram a largada para a campanha eleitoral e até lá terão oportunidade de conhecer o que se passa longe da redoma palaciana que blinda governantes e parlamentares em todo o país.
POR CAMINHOS nunca antes percorridos pelos candidatos, as visitas que os postulantes aos cargos eletivos estarão realizando nas cidades, nos bairros e distritos, para muitos, são um exercício de cidadania, porém com um susto a cada quarteirão que visitam. Por onde passam, mantêm contato com uma realidade que desconheciam. Ou fingiam desconhecer.
HOJE, UMA nova realidade se impõe aos candidatos, da qual eles não poderão fugir e, mais ainda, não podem se isentar, sob o risco de serem derrotados nas urnas. A seis meses da eleição, embora distante, afunilam-se as chances daqueles que inventam projetos feitos a poucas mãos, sem o tempero da reivindicação popular, que podem melhorar a vida e os destinos da população.
SÃO MUITOS os problemas que irão encontrar pelo caminho. Obras de infraestrutura, saúde, educação, meio ambiente, segurança, trabalho e moradia são alguns deles e serão traduzidos em programas do horário gratuito na televisão. Porém, existem outros cujo olhar político não enxerga, ou costuma não enxergar, e que invariavelmente são os grandes problemas da população.
EXCLUSÃO social; preconceito e violência são temas também complexos que não cabem na telinha e, por mais que se busque, não encontra resposta suficiente nos gabinetes oficiais. A solução não é fácil e exige um esforço concentrado de todo governo comprometido com a valorização e a qualidade de vida da população. É o que se precisa descobrir nas propostas apresentadas pelos candidatos.
NO CASO de Nova Friburgo, o crescimento e o progresso econômico não estão somente nas mãos dos governos (federal, estadual ou municipal) ou dos parlamentares. Políticas públicas de incentivo à produção certamente passam pelos gabinetes, porém, fazem parte de um todo, capitaneado pela iniciativa privada, que irá comprovar o sucesso ou o fracasso da nossa trajetória.
DAQUELES que buscam os votos dos eleitores espera-se que caminhem com o empresariado e todos os setores da sociedade para oferecer o apoio necessário, numa união sem fronteiras partidárias. O que conta é Nova Friburgo.

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