Colunas
Tic tac
Para pensar:
Quem compra voto, tem sempre a intenção de o revender.
Para refletir:
“Dá teu voto inteiro, não uma simples tira de papel, mas toda tua influência.”
Henry David Thoreau
Tic tac
Ah, os embargos…
Tanta coisa acontecendo, e tão pouco pode ser dito até o momento.
É o preço que pagamos pela ética.
Mas, claro, não teríamos chegado até aqui sem ela, não é verdade?
Luz amarela
Sem entrar em detalhes, a coluna registra apenas que seus sensores lá na costa oeste africana registraram não um, mas dois possíveis tsunamis a caminho do Cão Sentado.
É claro que sempre podem ser alertas falsos, uma vez que o caminho a ser percorrido é muito longo e tortuoso.
Às vezes a onda perde força, noutras se atrasa.
Mas que os tremores foram reais, ninguém duvide.
A próxima semana pode se mostrar decisiva para alguns aspectos de nossa política.
Voz das urnas
Antes dela chegar, no entanto, temos pela frente a principal eleição de nossa democracia, que, na configuração de dois senadores, se repete apenas a cada oito anos.
Os rumos do país e dos estados serão indicados pela população em meio à maior tempestade de notícias falsas, estereótipos, preconceitos, reducionismos e difamações de nossa história recente.
Tudo indica que será um teste para a maturidade da democracia brasileira.
Nova era
O clima evidentemente está longe do ideal, mas talvez estejamos todos vivendo o início de uma longa era, um novo tipo de “campanha”, que deve dar a tônica das consultas populares por muito, muito tempo.
As pesquisas têm indicado, por exemplo, que - ao menos na esfera federal - o tempo de televisão já não representa uma ferramenta decisiva, reduzindo fortemente o valor de mercado dos chamados partidos de aluguel e seus eternos caciques.
Sempre os mesmos
Uma coisa que sempre ouvimos nessa época é que as possibilidades de renovação efetivas são muito limitadas, uma vez que, eleição após eleição, os nomes que nos são apresentados “são sempre os mesmos”.
E não dá para negar que existe lastro para essa impressão coletiva.
Afinal, em tese, todo cidadão deveria poder se candidatar a qualquer cargo.
Mas, na prática, a maior parte das escolhas e “filtragens” são feitas nos bastidores, restando ao eleitor escolher entre opções muito restritas e, por vezes, insatisfatórias.
Não custa nada
O avanço das ferramentas digitais, no entanto, abre a perspectiva para possibilidades muito maiores de manifestação da vontade popular, que tendem a reduzir a própria necessidade futura de representação parlamentar.
Não custa sonhar, portanto, com um futuro no qual eleições majoritárias possam ter mais de dois turnos, oferecendo à população gama sensivelmente maior de opções.
Parece ser este o caminho da evolução democrática.
Regras do jogo
Enquanto esse dia não chega, no entanto, há que se jogar conforme as regras do jogo.
E isso significa, por exemplo, reconhecer o resultado das eleições.
E respeitá-lo.
Conforme a coluna já registrou, questionar a essa altura a credibilidade do pleito é colocar todo nosso sistema democrático em xeque.
Haverá momento para propor mudanças às regras atuais, se for o caso.
Mesmo barco
Vale lembrar ainda que quem quer que assuma o comando do país irá se deparar com uma sociedade profundamente fraturada, e irá enfrentar forte oposição.
Nas ruas e no Congresso.
Ninguém ganha, no entanto, se um governo vai mal.
Quem quer que vença, portanto, irá precisar do apoio necessário a poder governar da melhor forma.
Afinal de contas, gostemos ou não, estamos todos no mesmo barco.
Sintomas
Vejam por exemplo o absurdo que se passou nesta quinta-feira, 4, aqui em Nova Friburgo, durante uma entrevista de emprego promovida por um curso profissionalizante, para uma vaga de instrutor de marketing.
Durante aproximadamente duas horas falou-se abertamente em favor de um candidato, com argumentos embebidos em notícias falsas, enquanto os pretendentes à vaga eram questionados sobre em quem iriam votar.
Ficou evidente que a opção na urna seria determinante para o preenchimento da vaga.
Bolha
Gente, cá entre nós, isso é muito sério.
Não apenas pela consequência grotesca, mas sobretudo por representar o sintoma de que as deturpações arquitetadas e alimentadas levianamente por marqueteiros começam a penetrar a derme e a se enraizar em nossa cultura.
Assim começa a caça às bruxas, na crença de que estamos cercados de infiltrados, de pessoas com um plano maléfico, e que precisamos afastar e cercear tais pessoas, como quem deixa de seguir seus passos em redes sociais.
Tudo ligado
Bom, todo mundo sabe que as eleições do próximo domingo são para as esferas estadual e federal.
No entanto, ninguém deve se admirar se o resultado destes pleitos, mais especificamente as votações para governador e deputado estadual, vierem a ecoar na esfera municipal.
Fazendo, por exemplo, com que um ou outro vereador deixe o Legislativo friburguense para assumir algum cargo de confiança subordinado ao Palácio Guanabara.
A chance existe, e não é pequena não.
CPI
Conforme a coluna havia antecipado, a primeira reunião da CPI da alimentação hospitalar será mesmo aberta à imprensa e à população.
O encontro irá apontar o presidente da Comissão, e está agendado para esta segunda-feira, 8, às 13h30, no Plenário da Câmara Municipal.
Desnecessário dizer que o acompanhamento da população é de grande importância para a efetividade dos trabalhos.
Hungria
A 9ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil em Nova Friburgo promove na terça-feira, 9, palestra com a presidente da colônia húngara no município, Eva Bito.
Na ocasião, Eva vai discursar sobre o tema “A colonização húngara em Nova Friburgo”.
A palestra será às 18h a convite da presidente da Comissão da Memória da Colonização da OAB local, Dayviane Garcia e a presidente da subseção, Mônica Bonin Leal.
Bom voto
A coluna deseja a todos os leitores um ótimo fim de semana, e uma votação consciente.

Massimo
Massimo
Coluna diária sobre os bastidores da política e acontecimentos diversos na cidade.
A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.
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