Mensagens de Natal, Maria - mãe de Jesus, Rei Pelé e sua história de Papai Noel

sábado, 21 de dezembro de 2019

Edição de Natal de 1969
Pesquisado por Fernando Moreira

Manchetes:

Confira os números “um” da cidade! - Que neste Natal a luz da paz e do amor universal seja presença nos lares, levando alegrias e todo júbilo que a inspiração das comemorações da noite Santa proporciona. Permita-se que todos os corações se regozijem porque a glória da mensagem de Cristo resplandecerá, para sempre. E façamos com que em cada um de nós, se evoque na natalidade sagrada para, em sua Santa inspiração e maravilhosa presença encontrarmos a esperança e a felicidade.

Que a alegria deste Natal acompanhe os friburguenses em 1970 - Confundem-se a alegria, o otimismo, a paz – que nos traz o Natal – com as esperanças que depositamos no futuro. E nós, que há 24 anos nos dirigimos, nesta data, a todos os nossos assinantes, colaboradores e leitores desejamos que essas esperanças se tornem realidade. Para cada um e para todos.

Lição do Natal - Com inexcedível doçura, o Menino que hoje nos nasceu se faz a Luz para a qual todos os olhos se voltam. É uma criança. Aquele a quem todos os anos reencontramos. Mas há força em seus membros delicados sabemos que Ele não os veio impor, senão lutar por eles, e que, vindo, veio ciente de que consentia  na morte, e na morte da cruz. Desta aceitação sobretudo, é que lhe vem gran­deza, da aceitação tranquila e antecipada de todos os sacrifí­cios. As renúncias podem de verdade construir, quando feitas com alma pura e casto cora­ção. Mas a atração que sobre to­dos nós exerce o Menino Deus, hoje nascido para, segundo seu desejo, permanecer conosco, quer sejamos crentes, quer incréus, nos vem, mais que de tudo, da doçura que de sua his­tória se evola. Através da lição de seu nas­cimento humilde, faz-nos sua primeira prédica.

Assim foi com Maria – mãe de Jesus - Nos dias iluminados pela felicidade, o sorriso aberto da mulher que é mãe é uma festa. Cascalham risos e a vida é um deslumbramento, mas é na dor que a mãe se aproxima do imponderável e se integra no seu mundo de ideal e de grandeza.

O Rei do Futebol – Pelé – sôbre Papai Noel - Até os quatorze anos acreditei em Papai Noel. O velhinho me trouxe sempre alegria. Eu era muito pobre, mas meu pai sempre foi muito querido em Bauru. Ele tinha muitos amigos e esses amigos, em todos os natais, mandavam presentes para mim. Eu gostava, porque geralmente recebia bolas. Mas eu penso nas crianças pobres. É triste. Mas acho que os pais devem fazer força para dar, no dia de Natal ao menos um bom almoço para os pequenos. É duro para uma criança pobre ver o vizinho ganhar presentes e ela nada. Alguma coisa tem que ser feita para que a criança pobre perceba que não foi esquecida pelo Papai Noel. Eu pretendo manter acesa no coração de minha filhinha a figura do bom velhinho, pois a criança precisa de um pouco de ilusão para reativar a sua fantasia.

Nesta edição especial de Natal de 1969, o colunista W.Robson apresentou “os números um da cidade”, nas seguintes categorias:

Senhoras elegantes: Raquel Lengruber de Oliveira
Senhores industriários: Walter Vogth
Advogados: Clovis de Jesus
Senhoritas elegantes: Libiane de Miranda Fôrtes
Peladas do Country: Paulo Moreira
Senhores elegantes: José Carlos Verbicário Dantas dos Santos
Bancários: Hilton Rosa
Mestras: professora Rosangela Pinel
Jovens elegantes: Manlio Conti
Paginadores: Rubem Maximo
Presidentes de clubes: Walter Soares da Cunha
Comerciantes: Jayme Stefan
Regentes das bandas: Carlos Alberto Rodrigues Silva
Craques da cidade: Careca
Noticiaristas: Reginaldo Miranda
Futebol de salão: Plínio Ypu
Técnicos de futebol: Leoni Reis
Redatores esportivos: Angelo Ruiz
Músicos: Paulo Roberto Mendonça da Silva
Massagistas de clubes: Mario Turco
Policiais: Geraldo Gomes Ribeiro
Cobradores: Neiswaldo José Hemnggentors
Teatro amador: Paulo Sergio de Carvalho / Regina Coely
Atendentes: Anazilda Guimarães
Costureiras: Maria Madalena Latini Tonassi
Barbeiros: Paulo Macedo Noronha
Cabeleireiras: Terezinha Oki
Enfermeiras: Wanda Canela
Manicures: Juracy Carvalho
Tipógrafos: Francisco Camacho
Voleibol: Paulo Sérgio Folly
Professores: Jorge José Abib
Cronistas literários: Luiz Mastrangelo Neto
Artes: Carlos Alberto Bini
Trovas: Rodolpho Abud
Comerciários: Paulo Severino Rocha
Festival Estudantil de música popular: Rosani Hermensdorff / Tereza Zariffe
Sacerdotes: Monsenhor José Teixeira
Filantropia: Betty de Mello
Locutores: Moisés Morais Filho
Diretores de jornais: Américo Ventura Filho

 

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Há 50 anos

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Coluna que mostra o que foi notícia em A Voz da Serra 50 anos atrás.

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