Por ter toda essa estrutura, onde é possível encontrar praticamente todos os tipos de serviço em relação a saúde e educação, os moradores e comerciantes tratam a rua como "quase um bairro”. É perfeitamente possível que uma pessoa que resida, trabalhe ou estude nela não tenha a necessidade de traçar outros trajetos, pois sua rotina se baseia ali. Outra característica é a familiaridade entre os moradores mais antigos — a maioria se conhece há muito tempo, e nas padarias, vendinhas e bares acontecem aquele bate-papo pelo início da manha e no fim de tarde. Muitos comércios, como farmácias, mercearias, bares e açougues, já são tradicionais, sendo mais conhecidas pelo nome do dono ou de algum funcionário do que pelo título do estabelecimento.
Ao longo da via, é possível constatar alguns problemas que são mais que conhecidos pelos moradores. Há anos reclamações são feitas e nenhuma providência é tomada. Ao percorrer a rua do início ao fim, é muito raro encontrar lixeiras da Prefeitura — é possível contar nos dedos de apenas uma mão. A opção é guardar o lixo no bolso ou jogá-lo em alguma das lixeiras particulares, que ficam na área externa das casas e estabelecimentos, ou nas sacolas que são postas na rua para a coleta — onde entra outro ponto: de dez em dez metros entulhos e sacolas de lixo estão jogadas na base de algum poste. Muitos moradores e comerciantes se queixam também da segurança, pois em determinados pontos a iluminação não é das melhores, o que deixa algumas pessoas receosas. O Sr. Braz Silva é dono de um açougue na altura do hospital Raul Sertã. Ele confessa preocupação. "Eu fecho meu açougue às sete horas da noite e geralmente paro aqui ao lado para tomar minha cervejinha depois do expediente. Quando fico até mais tarde, prefiro pegar um táxi, porque o comércio já está quase todo fechado e certas partes da rua são muito escuras. Eu tenho 69 anos, não tenho idade para ficar dando mole para o azar. É melhor prevenir.”
A rua é muito estreita, possibilitando que passe apenas um carro por vez, e possui muitas residências, a maioria sem garagem. Os motoristas estacionam os veículos em cima das calçadas, que, por sua vez, são extremamente estreitas — elas mal têm espaço para uma pessoa transitar e, em certos pontos, nem isso: postes impedem a passagem. Uma pessoa idosa ou com alguma deficiência encontra grandes dificuldades para caminhar por ali. Dona Teresinha Costa é moradora e afirma que esse é apenas um dos problemas do local. "Para uma pessoa de idade, é praticamente impossível se locomover por aqui; além das calçadas que não dão para passar elas, pelo meio da rua os paralelepípedo estão soltos ou são altos. É só chover um pouco mais forte e os bueiros entopem. Algumas pessoas levam o cachorro para passear e não recolhem as fezes. A iluminação não é boa. Problemas não faltam.”
Além de apenas um carro poder passar por vez, a rua é sem saída, e com apenas um ponto para contorno, no fim da rua então, quando um carro descendo encontra outro subindo, alguém tem que voltar de ré para desimpedir a passagem.
Rua Silvio Henrique Braune
Essa rua é conhecida como a "subida da UFF”, a universidade é sua principal referência. Também tem grande importância por se tratar do único acesso por terra ao ponto de chegada do Teleférico. Ao subir um pouco a rua, é possível desfrutar de uma bela vista de praticamente todo o centro da cidade.
Seu principal problema ocorre nas épocas de forte chuva, quando muitas barreiras caem ali, impedindo o acesso. Esse é um acontecimento muito frequente no local.

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