A quantidade de lixo produzido pelo homem diariamente é de aproximadamente 0,5 a 2,5 quilos por habitante. Se somarmos toda a população friburguense, os números são assustadores. No Brasil o lixo produzido chega ao total de 240 mil toneladas por dia. Diante desses dados, notamos que todos nós somos responsáveis pela degradação do meio ambiente, principalmente quando depositamos indevidamente nosso lixo, jogando aquele papelzinho de bala na rua e até mesmo ao colocar os sacos de lixos em lugares indevidos, onde não existe a coleta regular. O problema com o lixo faz parte da rotina dos habitantes de Nova Friburgo. As queixas são em relação à falta de educação de alguns que insiste em depositar o lixo em lugares e horários irregulares, um péssimo hábito que além de denegrir o espaço físico, prejudica a saúde da população. Carlos Xavier, comerciante da Rua Moisés Amélio — um dos principais pontos do centro da cidade onde há o descarte irregular de lixo — contou sobre o transtorno causado à população pelo acúmulo dos resíduos nas calçadas. “A gente sofre com a ação de quem deposita lixo em lugares indevidos. Numa rua tradicional sempre bem movimentada, que existe lojas bem estruturadas, um comércio amplo e infelizmente uma visão grotesca. Minha reivindicação não é em relação ao descarte do lixo, mas sim à forma como isso é feito, e o local onde é feito. Primeiramente, vem e depositam o lixo onde não podem, em horário que não passa caminhão de lixo para realizar a coleta. Depois presenciamos catadores de latinha que vêm até aqui e reviram o lixo, pegam o que lhes interessa e largam ele aberto, e ainda aparecem cachorros que remexem mais e fazem aquela bagunça toda. E por mais que o lixo seja recolhido uma hora ou outra, os resíduos dele junto com o chorume atraem inúmeros insetos, ratos e baratas para as lojas, e isso prejudica quem tem uma rotina por aqui”, desabafou o comerciante.
Vale lembrar que o chorume, caso não seja tratado, pode atingir lençóis freáticos, rios e córregos, contaminando recursos hídricos, prejudicando diretamente a saúde dos habitantes da cidade. Além da ameaça ao meio ambiente e à saúde da população, Carlos também aponta o risco que muitos pedestres correm ao terem que utilizar as ruas devido ao lixo depositado nas calçadas. “Risco de vida, principalmente para os mais idosos, que algumas vezes têm que passar pelas ruas, já que a calçada fica quase toda tomada pelo lixo.”
Segundo Zury Maurer, também comerciante da rua, falta fiscalização das autoridades e conscientização das pessoas. “A falta de fiscalização nesse caso é que gera esse problema todo. O lixo é colocado durante todo o dia sem o devido condicionamento, os locais onde são feitos os depósitos são indevidos e trás grandes transtornos para a população. O problema é que por mais que esses lixos sejam recolhidos o chorume ainda permanece ali, causando problemas para a saúde da população. Mas parece que muitos não quererem enxergar isso. Nós temos conhecimento sobre os estabelecimentos que depositam esse lixo, sabemos que já foram autuados, mas eles ainda persistem. O volume de lixo é imenso e o material é praticamente todo orgânico. O cenário é degradável”, contou o comerciante, revoltado com a situação.
A prefeitura, através da Subsecretaria de Posturas, diz estar realizando operações no centro da cidade para combater aqueles que depositam lixo fora dos horários e dos locais determinados. À população é solicitado que o lixo seja colocado para fora de suas casas e estabelecimentos meia hora antes do horário previsto para a coleta. Nessas operações, principalmente comerciantes vêm sendo notificados sobre o assunto — e em alguns casos até autuados. A punição é aplicada quando há elementos suficientes para a identificação da pessoa física ou jurídica. As denúncias podem ser feitas através de uma foto identificando o infrator ou pessoalmente na subsecretaria de Posturas. A pessoa que denunciar deve se colocar à disposição para testemunhar contra o infrator.







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