Quinta feira, dia 8 de dezembro, foi realizado no antigo Clube de Xadrez, agora Centro de Convivência da Terceira Idade, o jantar de fim de ano da Associação Friburguense de Imprensa e a entrega dos prêmios dos destaques do ano de 2011. Apesar de ser uma festa tradicional da imprensa da cidade e do congraçamento da classe, para mim em particular, ficou um gosto amargo de decepção e frustração.
Max Wolosker

Max Wolosker
Max Wolosker
Economia, saúde, política, turismo, cultura, futebol. Essa é a miscelânea da coluna semanal de Max Wolosker, médico e jornalista, sobre tudo e sobre todos, doa a quem doer.
Para quem tem a memória curta, Antonio Rogério Magri foi ministro do trabalho do governo Collor e produziu uma das frases mais hilárias desse país ao afirmar em alto e bom som que “o cachorro era um ser humano como outro qualquer”. Para deixar patenteada sua marca registrada no besteirol que nossos políticos são mestres em produzir, o ministro da Ciência e Tecnologia Aloizio Mercadante afirmou ontem que “morrerão pessoas nesse verão e nos próximos.
“Não há necessidade de banir o glúten da dieta, a diminuição da sua ingestão já proporciona benefícios visíveis a sua saúde.”
Um dos graves problemas que atrapalham a administração pública brasileira é o fato de a maioria dos escolhidos para comandar setores importantes não ter conhecimento suficiente da função e sim QI—o famoso “quem indicou”. A recente indicação de Marco Antonio Raupp, um renomado físico, matemático e livre docente da USP (Universidade de São Paulo), para o Ministério da Ciência e Tecnologia foi criticada pelo PT porque não se tratava de um político do partido e sim de um técnico (e que técnico!).
Volta ao cartaz, em Brasília, o musical “Ali-Babá e os 40 ladrões”, estrelado pelos deputados federais e, como artistas coadjuvantes, os eleitores brasileiros responsáveis diretos pela presença deles na capital federal. Encenado no grande palco em que se transformou a Câmara dos Deputados, os representantes do povo deram mais uma prova do quanto estão distantes da sociedade e que não têm a mínima preocupação com a opinião pública. Aliás, a não cassação da deputada Jaqueline Roriz foi um episódio típico de autoproteção, do famoso espírito de classe.
No dia 26 de janeiro de 2012, oito e meia da noite, o Rio de Janeiro assistiu estarrecido o início de uma tragédia urbana de grandes proporções, com a queda de três prédios, numa das regiões mais movimentadas do centro da cidade. Até a tarde de sábado, 17 corpos já tinham sido encontrados restando ainda cinco de um total de 22 desaparecidos.
É muita pretensão o PT (partido dos trambiqueiros) se arvorar voz da sociedade e, com base num documento espúrio, convocar essa mesma sociedade a se mobilizar para defender o propalado marco regulatório da mídia. Quando foi oposição, aproveitando-se do que a imprensa noticiava de desabonador sobre seus adversários, o PT conseguiu seu objetivo principal que era a conquista do poder. Nessa ocasião a imprensa não incomodava, muito pelo contrário.
Não é segredo para ninguém, pelo menos para os meus leitores, que eu vou anular meu voto nas próximas eleições e pregar abertamente essa ideia para as pessoas esclarecidas que não compactuam com a desmoralização e a cara de pau de nossos políticos, em todos os níveis. No entanto, recebi um e-mail de um amigo de infância, atualmente morando no Espírito Santo, muito interessante, que vale a pena ser tornado público porque, talvez aí, esteja a solução para a moralização da nossa classe política. Quem sabe até eu não mudaria meus atuais conceitos.
Reunidos em assembleia nos principais estados do país no dia 22 de setembro, os bancários rejeitaram a proposta da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) e decidiram pela greve geral a partir desta terça-feira 27. De acordo com o presidente da regional de Nova Friburgo, Max Jose Neves Bezerra, no dia 20 do corrente a Fenaban, ao contrário do que ocorria em anos anteriores, propôs aumento salarial de 7,8%, o equivalente à inflação e mais um percentual, na realidade inferior a 0,5%.
A greve dos policiais militares do Estado da Bahia, com mais de uma semana de duração, e a dos policiais e bombeiros do Estado do Rio de Janeiro, deflagrada à meia-noite do dia 9 de fevereiro, deveria despertar uma grande reflexão da sociedade brasileira. Antes de crucificarmos esses policiais deveríamos atentar para seus salários, para a importância que desempenham na manutenção da ordem pública e, mais importante, para a grande disparidade dos vários níveis de salários entre as classes assalariadas do Brasil.
