Nesse domingo o Botafogo sagrou-se campeão da Taça Rio de 2012, após a vitória de três a um sobre a equipe do Vasco da Gama, com um Engenhão lotado. Para variar Loco Abreu marcou mais dois gols, ambos com o pé direito, o que levou a torcida do Fogão à loucura, ainda no primeiro tempo. O detalhe é que esse título chega junto com uma invencibilidade de 23 jogos, pois o Fogão é o único grande time do país que ainda não perdeu um jogo.
Max Wolosker

Max Wolosker
Max Wolosker
Economia, saúde, política, turismo, cultura, futebol. Essa é a miscelânea da coluna semanal de Max Wolosker, médico e jornalista, sobre tudo e sobre todos, doa a quem doer.
Parabéns ao Fluminense pela brilhante conquista do campeonato carioca de 2012. Num time dirigido por “Oswaldo Junior”, uma mistura de Oswaldo de Oliveira com Caio Junior, a derrota de quatro a um, ontem, no Engenhão, não é de se espantar. Afinal, treinador que quer ser campeão não pode manter no time uma nulidade como Elkerson. E pensar que isso já foi convocado para a seleção brasileira. A única diferença é que Mano Menezes não usa óculos e Oswaldo sim; mas são ambos cegos.
Li estarrecido, no jornal O Globo de domingo que o empresário do bicho Carlos Augusto Ramos, vulgarmente conhecido como Cachoeira, de onde jorrava rios de dinheiro, público, e o senador Demóstenes Torres chamaram os mais caros advogados criminalistas do país para defendê-los. Com o meu, seu, nosso dinheiro contrataram Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça, e Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, advogado preferido pelos políticos envolvidos em escândalos de corrupção.
A posição corajosa assumida pela apresentadora da rede Globo, Xuxa Meneghel, ao revelar para seus fãs e ao grande público que sofrera assédio sexual na infância, até os 13 anos de vida, não deve ser em vão e tem de levar a sociedade a reflexões profundas sobre o assunto. Como de hábito, os adultos envolvidos em atos desse tipo, no caso, eram pessoas ligadas à família, mas muitas vezes são parentes muito próximos os agentes causadores de atos tão selvagens.
Nunca é demais insistir e abrir os olhos dos nossos leitores para a importância de determinados temas da saúde pública. Assim nesse espaço abordarei a Obesidade, considerada hoje, pela OMS (Organização Mundial da Saúde), o maior flagelo da humanidade. Essa doença, crônica na sua essência, pois o gordo assim como o hipertenso e o diabético têm que ser acompanhados por toda a sua existência, obedece a uma equação simples em que ganho de peso é igual a aumento da ingestão de alimentos e diminuição da atividade física.
As últimas semanas nos deram a medida exata do que é uma atividade política nefasta, em que os homens públicos perdem a vergonha e passam a agir de cara aberta, sem a dissimulação que ostentam nas suas vidas privadas.
Em 1986 o gaúcho Eduardo Cypel, então com dez anos de idade, mudou-se para França levado pelos pais. Em 1998 conseguiu naturalizar-se e, agora, nas eleições legislativas desse fim de semana e do próximo, pode-se tornar o primeiro deputado franco-brasileiro eleito para a Assembleia Nacional francesa. Aliás, caso isso se concretize, ele, com certeza, poderá contribuir e muito num maior entrosamento político entre a França e o Brasil.
Em minha coluna da semana passada falei sobre o gaúcho naturalizado francês Eduardo Cypel, do PS (partido socialista, da França), e cotado para se eleger deputado na Assembleia Nacional francesa. Pois bem, no último fim de semana ele teve 52,77% dos votos na região Seine-et-Marne e passa a ser o primeiro deputado franco-brasileiro da história recente.
Dizem as más línguas que há coisas que só acontecem ao Botafogo, mas na verdade o mesmo se aplica à nossa cidade. No bairro Ypu, próximo ao radar, existe um calombo na estrada a desafiar os técnicos e é uma constante ameaça à integridade dos motoristas. Mas, após temporais o mais comum é o aparecimento de buracos na estrada ou nas ruas; entre nós, no entanto, as depressões são para cima a desafiar a compreensão das pessoas.
Existem coisas das quais ouvimos falar, mas não prestamos a devida atenção, até o momento em que nos deparamos mais de perto com o problema, o que nos impede de ignorá-lo, e conviver com ele passa a ser a única solução.
