Três obras do “pacotão” de Renato Bravo vão custar R$ 2,8 milhões

Remodelação da Estação Livre e construção de ciclovia no Centro e praça em Olaria custarão R$ 500 mil a menos
quinta-feira, 30 de maio de 2019
por Alerrandre Barros (alerrandre@avozdaserra.com.br)
Projeto mostra como ficará a ciclovia ao longo da Avenida Presidente Costa e Silva (Divulgação PMNF)
Projeto mostra como ficará a ciclovia ao longo da Avenida Presidente Costa e Silva (Divulgação PMNF)

 

A Prefeitura de Nova Friburgo divulgou nesta quarta-feira, 29, o resultado das licitações para contratação de empreiteiras que irão realizar três obras do “pacotão” anunciado pelo prefeito Renato Bravo: a remodelação da Estação Livre (antiga rodoviária urbana na Praça Getúlio Vargas), a implantação de uma ciclovia entre Duas Pedras e o Paissandu e a construção de uma nova praça de eventos em Olaria.

Os resultados das licitações foram publicados no Diário Oficial do município, em A VOZ DA SERRA, na edição desta quarta-feira, 29, mas ainda faltam serem cumpridas outras etapas do processo, como a homologação, por exemplo, para a assinatura dos contratos com as construtoras. Portanto, ainda não há data para o início das obras. Já se sabe, contudo, que as três custarão, ao todo, pouco mais de R$ 2,8 milhões, isto é, R$ 500 mil a menos do valor orçado inicialmente.

Estação Livre vai se chamar Centro Cultural César Guinle

Das três obras, a de maior valor trata-se da remodelação do pátio e a construção de uma cobertura na área externa da Estação Livre. O serviço será realizado pela empresa SP Máquinas, Serviços e Locação Ltda, de Magé, na Região Metropolitana, que venceu a licitação por R$ 1.032.184,16, uma economia de R$ 196 mil para os cofres do município.

De acordo com o projeto, o pátio externo, onde param os ônibus municipais, será remodelado de modo que somente três coletivos, por vez, façam o desembarque de passageiros no local. As mesmas laterais externas também serão cobertas por uma estrutura a ser construída. Será instalado piso tátil para deficientes visuais. Os canteiros também serão revitalizados.  

Em 2016, na gestão de Rogério Cabral, a Estação Livre passou por obras e deixou de ser a rodoviária urbana. A principal delas foi a retirada de grades e catracas permitindo o livre acesso dos usuários. As plataformas de ônibus no formato espinha de peixe também acabaram e foram substituídas por calçadões nos lados sul e norte. Os banheiros foram reformados e a área interna recebeu painéis com fotos da cidade.

O novo espaço passou a ter um posto 24 horas da Guarda Municipal e começou a receber eventos artísticos e culturais. A obra custou R$ 160 mil à época. Segundo o governo Renato Bravo, após a conclusão das novas obras a serem realizadas no local, a Estação Livre passará a ser chamada de Centro Cultural César Guinle.

Ciclovia entre Paissandu e Duas Pedras

Outra obra do “pacotão” é a construção de uma ciclovia entre o Paissandu e o bairro Duas Pedras. A empresa que venceu a licitação, segundo a publicação do Diário Oficial, foi a Fender Engenharia Ltda, de Rio das Ostras, na Região dos Lagos. A empreiteira realizará o serviço por R$ 999 mil, R$ 190 mil a menos do previsto na tomada de preço inicial.

A construtora vai fazer obras de adequação na calçada que margeia o Rio Bengalas do trevo de Duas Pedras até a ponte próxima ao Clube de Xadrez, no Suspiro. No trecho desta ponte até a academia ao ar livre, em frente à Igreja Luterana, no Paissandu, na calçada da Avenida Galdino do Valle Filho, será feita somente a sinalização, pois já existe uma ciclofaixa pintada.

Essa é a primeira fase do projeto de implantação de uma ciclovia em Nova Friburgo. A segunda etapa consiste na sinalização da calçada que margeia o Bengalas, do trevo de Duas Pedras ao distrito de Conselheiro Paulino, onde a obra de canalização do rio, feita pelo governo do estado, teria deixado, segundo o município, uma área destinada à ciclovia.

Pátio da Somum em Olaria vai virar praça

Também foi escolhida a empresa que irá transformar o pátio da Secretaria Municipal de Ordem e Mobilidade Urbana (Smomu), na Rua Vicente Sobrinho, no bairro Olaria, atualmente usado para depósito de veículos apreendidos, em uma praça de lazer, prática de atividades físicas e com estrutura para eventos. A Itaúba Construtora Ltda, de Cordeiro, realizará o serviço por R$ 779.085,23. O valor estimado da obra era de até R$ 862 mil.

De acordo com o projeto, o muro junto ao pátio da antiga Autran, será demolido. No local, aos fundos, será construído, um palco com concha acústica em concreto armado para apresentações artísticas. Ao lado do palco, será erguido um quiosque coberto e com uma área pergolada (cobertura com vigas de madeira semiabertas). Nesse espaço de convivência haverá mesas e cadeiras.

Também está prevista a construção de um parquinho infantil. A nova praça terá ainda, ao lado do posto de saúde Tunney Kassuga, uma academia para a terceira idade. O espaço também terá cobertura pergolada. Jardins e árvores serão plantados em toda a praça, que também terá os típicos bancos de madeira e postes de iluminação. Mastros para bandeiras serão instalados ao centro do novo espaço.

O muro que separa o atual pátio da Smomu será mantido. O mesmo será feito com o paredão localizado atrás do terreno. Segundo o projeto, o muro com cerca de cinco metros de altura receberá alguns reparos e será ilustrado com grafites feitos por artistas locais. Já o muro à direita, que separa o pátio do posto de saúde, será demolido à metade. Gradis serão instalados no que sobrar do muro, possibilitando a visão da praça ou do posto.

Outras obras do “pacotão”

Essas três intervenções fazem parte do “pacotão de obras”, anunciado pelo prefeito Renato Bravo em fevereiro, e que já vêm sendo realizadas no município com recursos da venda das ações que inicialmente seriam utilizadas na compra do prédio da fábrica Ypu. São quase R$ 26 milhões a serem aplicados em obras diversas. As outras são a expansão de um prédio anexo ao Hospital Municipal Raul Sertã e a ampliação da Praça do Suspiro, no Centro.

No Raul Sertã, conforme A VOZ DA SERRA noticiou em março, as obras já começaram. O serviço é realizado pela construtora friburguense Frienge no valor R$ 4 milhões. A nova ala abrigará, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, 30 leitos de terapia intensiva (CTI) e clínicas médicas. A obra estava paralisada há cerca de seis anos, devido à crise no estado e ao abandono da obra pela a empresa vencedora da licitação.

Já a ampliação da Praça do Suspiro, a obra mais cara do “pacotão”, vai custar R$ 5,8 milhões, mas ainda não saiu do papel. A prefeitura está trabalhando na documentação necessária para concluir a desapropriação do terreno de 2.197,85 metros quadrados, localizado na esquina da Rua General Osório com a Praça do Suspiro (foto acima).

Em abril, conforme reportagem de A VOZ DA SERRA, a prefeitura publicou no Diário Oficial, o decreto que estabeleceu o espaço como “de utilidade pública” para que nele sejam instalados equipamentos urbanos. A compra estava em fase de levantamento da documentação, sendo necessária apenas a apresentação de mais alguns documentos por parte do proprietário antes de ser assinada a escritura.

A expectativa da prefeitura é de que o espaço após adaptado com obras já possa ser utilizado em julho, abrigando atrações do tradicional Festival de Inverno do município. No entanto, ainda não há previsão para o início das obras de ampliação. De acordo com o prefeito, o projeto de expansão da Praça do Suspiro encontra-se em fase de estudo e será executado por etapas.

 

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