Sessão solene na Câmara homenageia 100 anos da Pedagogia Waldorf

Método que prioriza educação comunitária é adotado em duas escolas municipais de Friburgo
quarta-feira, 25 de setembro de 2019
por Jornal A Voz da Serra
Sessão solene na Câmara homenageia 100 anos da Pedagogia Waldorf

Por proposição do vereador Norival Espíndola (PT), presidente da Comissão de Educação e Cultura, e em parceria com a Associação Vale de Luz, a Câmara Municipal de Nova Friburgo realizará nesta sexta-feira, 27, às 18h30, sessão solene em comemoração dos 100 anos da Pedagogia Waldorf, criada pelo filósofo austríaco Rudolf Steiner em 1919, em Stuttgart, na Alemanha. A Pedagogia Waldorf é adotada em cerca de 1150 escolas em 64 países e dois mil jardins de infância em mais de 70 países. Escolas Waldorf são escolas comunitárias, criadas a partir da iniciativa de pais e professores interessados nesta pedagogia, não sendo uma franquia comercial.

No Brasil, a primeira escola Waldorf foi fundada em São Paulo em 1956. Hoje, há 88 escolas Waldorf filiadas à Federação das Escolas Waldorf no Brasil e mais de 181 novas iniciativas em processo de filiação, distribuídas em 20 estados, atendendo a cerca de 15.500 alunos, também sendo aplicada em inúmeras creches e organizações sociais.

Deste total de escolas, no Brasil apenas três escolas Waldorf são públicas, sendo duas em Nova Friburgo: as escolas Vale de Luz, no distrito de Conselheiro Paulino, e Cecília Meireles, no bairro Cascatinha, que há mais de há mais de 20 anos fazem parte da rede municipal de ensino. De acordo com o diretor da Escola Vale de Luz, Dioneson Guimarães, a celebração desta data exalta o sucesso da Pedagogia Waldorf na rede pública municipal, com duas escolas atendendo a cerca de 350 alunos, da creche aos anos finais do ensino fundamental, em turno integral de nove horas diárias, tornando realidade um dos princípios da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional: o pluralismo de ideias e concepções pedagógicas.

“As escolas Waldorf públicas concretizam o ideal de educação democrática e comunitária, articulando agentes públicos, pais e responsáveis e toda a sociedade civil que se sinta corresponsável por um ensino de qualidade, gratuito, eficaz, humanizado e transformador”, observou Guimarães.

 

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