Sem contrato, Moraes mira UFC e duelo com campeão Garbrandt

Lutador friburguense espera alçar voos na temporada de 2017
sexta-feira, 13 de janeiro de 2017
por Vinicius Gastin
Sem contrato, Moraes mira UFC e duelo com campeão Garbrandt

A possibilidade de integrar o grupo das estrelas do UFC parece cada vez mais perto de se tornar real. Depois de defender o título dos pesos-galos do WSOF pela quinta vez, Marlon Moraes está sem contrato com a organização e aberto a novas possibilidades. A principal delas, obviamente, é a ida para o Ultimate. O objetivo de dar o maior salto na carreira já vem acompanhado por um desejo ousado: o de encarar o novo campeão da divisão até 61,2 quilos do UFC Cody Garbrandt. 

“Cheguei em 2012 ao WSOF, fiz uma luta muito difícil, onde era considerado azarão, mas venci. Cresci, consegui me tornar campeão e, hoje, sou o Marlon que todos conhecem. Só que quero voar alto e lutar com os melhores. Sei que posso vencer qualquer um da divisão. Sou um dos melhores pesos-galos do mundo e posso vencer o Cody Garbrandt, o Dominick Cruz e qualquer um dos top contenders do UFC. Só preciso de uma oportunidade”, declarou em entrevista ao portal Combate.  

Aos 28 anos, Marlon Moraes está invicto há 13 lutas ou cinco anos, e possui um cartel de 18 vitórias, quatro derrotas e um empate. “Muita gente acha que você deve se preocupar mais quando fica tanto tempo sem perder, os adversários podem te estudar mais, mas entro sempre com o objetivo de entrar no cage e fazer o meu melhor. Por isso me preparo tão forte para as lutas. A minha intenção sempre é sair com a vitória. Acho que atrapalha o atleta ficar pensando em invencibilidade. Eu não fico contando quantas lutas ganhei, apenas entro lá para vencer”, garante o lutador.

No momento, outros cinco brasileiros figuram entre os 15 melhores pesos-galos do UFC. A possibilidade de uma hipotética luta de estreia na organização contra um compatriota não preocupa Marlon Moraes. “Hoje estou livre, não tenho contrato com o WSOF e estou disponível para conversar, negociar e ver o que vai ser melhor para mim, minha família e minha carreira. Luto com qualquer um da categoria, sei que tenho condições de vencer e deixaria essa decisão de escolher as lutas a critério do UFC. Mas, se for me dada a chance de título logo na minha primeira luta, sei que posso vencer o Cody Garbrandt. Só que não recuso qualquer luta. Venho matando peixes grandes há um bom tempo e tenho certeza que uma ida para o UFC vai ser uma boa oportunidade para mostrar ainda mais o meu trabalho”, acredita. 

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