Segurança e contas públicas dominam debate de candidatos a vice-governador

Parceria entre a Firjan e o Grupo Bandeirantes, o evento foi parte de série que irá incluir outro debate com os candidatos que chegarem ao segundo turno
sábado, 29 de setembro de 2018
por Jornal A Voz da Serra
O candidato a vice Comte Bittencourt (ao microfone)defendeu a redistribuição do efetivo da PM no interior (Divilgação/ Vinicius Magalhães)
O candidato a vice Comte Bittencourt (ao microfone)defendeu a redistribuição do efetivo da PM no interior (Divilgação/ Vinicius Magalhães)

Segurança pública e a crise fiscal do estado do Rio de Janeiro foram os temas mais destacados no debate que reuniu nesta quinta-feira, 27, na Casa Firjan, na capital carioca, quatro dos candidatos a vice-governador mais pontuados nas pesquisas. Parceria entre a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e o Grupo Bandeirantes, o evento foi parte de série que irá incluir, ainda, um debate entre os dois candidatos a governador que passarem para o segundo turno e uma sabatina com o eleito. 

Mediado pelo diretor de jornalismo do Grupo Band do Rio, Rodolfo Schneider, o debate foi entre Comte Bittencourt (PPS), vice do candidato Eduardo Paes (DEM); Zaqueu Teixeira (PSD), vice de Índio da Costa (PSD); Marcelo Delaroli (PR), vice de Romário (Podemos); e Ivanete Silva (Psol), vice de Tarcísio Mota (Psol). Maria Landerleine Duarte (PRB), da chapa do candidato Garotinho (PRP), foi convidada, mas alegou ter outro compromisso. O evento foi transmitido ao vivo para mais de oito mil pessoas, pelas redes sociais da BandNews FM e da TV Bandeirantes.

Comte Bittencourt defendeu a retomada da governança da segurança pública pelo governo do estado, uma completa revisão das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) e a redistribuição do efetivo da Polícia Militar pelo interior. Na área econômica, o candidato a vice de Eduardo Paes citou ser prioridade promover uma recomposição tributária. "Temos que reorganizar a pauta dos incentivos fiscais, sem criminalização", pontuou.

Para Teixeira, a segurança pública é o principal eixo a ser trabalhado, já que sua falta afasta investimentos no Rio, prejudica o turismo e atinge também outras áreas, como a educação. No caso do roubo de cargas, o vice de Índio da Costa disse ser preciso investigação. "O roubo de cargas baixou porque tem operação nas vias de acesso, mas se não investigar, não resolve. Temos que estruturar a segurança pública, que foi desmantelada", afirmou.

Delaroli defendeu a intervenção militar federal e a atuação do estado dentro dos presídios, de onde o crime seria comandado, segundo ele. No campo econômico, o vice de Romário defendeu os incentivos fiscais, mas não como aplicados no passado. "Sabemos da importância de atrair as empresas para o Rio, mas para aquelas que gerarem emprego", destacou. Delaroli falou ainda em promover auditoria nas contas públicas.

 Já Ivanete defendeu a reforma das polícias, ouvindo população e agentes. Sobre economia, a vice da chapa de Tarcísio Mota disse ser necessário olhar para outras vocações econômicas do estado. "Temos também o turismo e a agricultura, o que faz com que se gere mais divisas para reduzir a desigualdade social e aquecer a economia”, frisou.

Debate de ideias

Na opinião de Gladstone Santos, presidente do Conselho Empresarial de Competitividade da Firjan, o encontro cumpriu o objetivo de priorizar a apresentação de ideias. "Os vices de chapa têm uma importância muito grande nos mandatos, porque vários acabam assumindo o cargo majoritário ou se apresentam como candidato nas eleições seguintes. Por isso a proposta de reuni-los foi ótima, e os candidatos demonstraram ter domínio sobre as questões levantadas", avaliou.

Os candidatos responderam a perguntas de Sérgio Duarte e Carlos Gross, vice-presidentes da Firjan, e também de Jonathas Goulart, coordenador de estudos econômicos da federação. Também fizeram perguntas jornalistas do Grupo Band e o público, que participou pelas redes sociais.

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