Rodrigo Marotti agora é réu em processo por feminicídio

Juiz se baseou em detalhes de depoimento, como a forma como colocou fogo na casa com vítimas trancadas dentro
sexta-feira, 01 de novembro de 2019
por Jornal A Voz da Serra
Rodrigo Marotti na loja onde trabalhava com Alessandra (Reprodução da web)
Rodrigo Marotti na loja onde trabalhava com Alessandra (Reprodução da web)

A Justiça ratificou nesta quinta-feira, 31, a prisão preventiva de Rodrigo Alves Marotti, denunciado pelo crime de feminicídio de sua ex-companheira, a artista plástica Alessandra Vaz, e da amiga dela, Daniela Mousinho. As duas morreram em consequência das graves queimaduras que sofreram, após serem trancadas em uma casa incendiada por Rodrigo, na noite de 7 de outubro, no distrito de Mury.

Segundo o Tribunal de Justiça do Estado do Rio, a decisão do juiz Marcelo Alberto Chaves Villas foi tomada após a análise dos depoimentos e a própria confissão do acusado na delegacia. Rodrigo contou em depoimento que ateou fogo em um colchão e o colocou na porta do cômodo em que as vítimas estavam trancadas. Após incendiar a casa, o homem fugiu no carro de Alessandra e acabou se envolvendo em um acidente. Ao buscar ajuda em um posto da Polícia Militar em Lumiar, os agentes o levaram para a delegacia, onde ele acabou confessando o crime. Em seu depoimento, Rodrigo disse ainda que tinha uma sociedade com a ex e que ela não estava cumprindo a parte dela no acordo após o fim do relacionamento, o que o levou a "perder a cabeça".

Ainda na decisão, o juiz destaca que a própria Alessandra relatou a amigos que seu ex-companheiro não aceitava a separação e tinha seu comportamento alterado pelo uso de drogas. Conforme reportagem de A VOZ DA SERRA revelou, na noite do crime Alessandra havia comentado com uma amiga que Rodrigo a ameaçara de morte (RELEMBRE AQUI)

“Extravasando o acusado sentimento embutido em comportamento ‘machista’ com atos de violência contra a pessoa do sexo feminino com qual tinha relacionamento afetivo, cometendo este crime brutal apenas por não aceitar o fim do relacionamento”, escreveu o juiz. Segundo o magistrado, trata-se de um “crime inadmissível que deve ser duramente combatido. E a sociedade precisa de uma resposta rápida da Justiça”.

A VOZ DA SERRA tenta contato com a defesa do acusado.

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