Resgate cultural

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
por Jornal A Voz da Serra
Resgate cultural

MAIS UMA vez a banda Euterpe Friburguense se apresenta neste sábado para o público no coreto da Praça Getúlio Vargas abrindo a programação de 2016 do projeto Banda na Praça. A banda afina-se no contato com o público, como vem fazendo há alguns anos, e também mostra a qualidade musical do artista friburguense. E neste sábado a apresentação ganha mais um motivo: os 153 anos de fundação da agremiação. 

O PROJETO Banda na Praça, da Secretaria de Cultura, consiste na alternância de apresentações das bandas Euterpe e Campesina e resgata um importante nicho cultural da cidade. As duas bandas são uma verdadeira escola musical, formando um quadro de profissionais cujas apresentações já são bem conhecidas do friburguense e também de diversos públicos de cidades brasileiras e estrangeiras.

MENSAGENS de leitores exaltando a apresentação das bandas em praça pública chegam com frequência à redação de A VOZ DA SERRA, o que revela o agrado de moradores e turistas. Não raro, após as exibições, percebe-se a manifestação de contentamento com a promoção, com fartos elogios e pedidos de continuidade do projeto friburguense. A banda está na praça para orgulho de todos.

REVITALIZAR o convívio com as duas bandas friburguenses é um gesto de respeito às tradições culturais do município e revela à comunidade um trabalho que só enche de orgulho os friburguenses. Ambas possuem um vasto currículo de apresentações deixando para trás as conhecidas retretas, detêm instrumental de qualidade e se atualizam permanentemente, através de um repertório de alta qualidade musical.

ASSIM COMO outras iniciativas da Secretaria de Cultura, o amparo às bandas não pode deixar de ser realçado. Afinal, trata-se de permitir que nossas mais antigas tradições culturais possam continuar em atividade, formando gerações de músicos e oferecendo espetáculos de alto nível.

O GOVERNO, ao investir na cultura, não cumpre tão somente a sua função constitucional, de preservar a memória e as tradições nacionais. Mais que isso, age como gestor de uma prática de cidadania, oferecendo à população uma formação cultural quase sempre ausente dos bancos escolares. A democratização da cultura facilita o acesso da população ao seu rico patrimônio, como às nossas bandas centenárias.

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