Região Serrana terá programa de qualificação profissional em tecnologia

Friburgo receberá projeto do Serratec para capacitar pessoas nas linguagens de desenvolvimento de software e web a partir de 2020
terça-feira, 17 de setembro de 2019
por Jornal A Voz da Serra
Região Serrana terá programa de qualificação profissional em tecnologia

Um programa de treinamento vai capacitar profissionais da Região Serrana para atuar em empresas de tecnologia da informação e inovação, no desenvolvimento web e de softwares. A meta é qualificar, até 2021, um total de 630 profissionais  para o mercado de trabalho, em Nova Friburgo, Petrópolis e Teresópolis. 

A iniciativa é um dos pilares do Serratec, que reúne empresas de base tecnológica nas três principais cidades serranas e pretende estimular o crescimento econômico no interior do Estado do Rio. Os projetos são desenvolvidos em parceria com a Firjan, o sindicato das indústrias do setor (Sinditec), o Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), o governo do estado e as prefeituras. O objetivo é é melhorar o ambiente de negócios da região através da capacitação profissional, geração de negócios e criação de infraestrutura para a chegada de novos empreendimentos.

Segundo o o líder do Serratec, Marcelo Carius, várias  empresas já manifestaram interesse em se instalar na Região Serrana, mas a mudança esbarra na falta de trabalhadores especializados.

O Serratec conta atualmente com 170 empresas com cerca de três mil funcionários e uma movimentação de R$ 550 milhões ao ano. As metas até 2021 são para a criação de pelo menos mais dez empresas, 360 postos de trabalho e faturamento de R$ 715 milhões.

A formação é dividida em etapas: após uma qualificação de 260 horas em programação web, os estudantes serão divididos em três grupos que terão formação complementar com mais 180 horas em linguagens específicas: JavaScript, Xamarin e Angular. Ao fim de 4 meses de curso os profissionais terão recebido 440 horas de conteúdo certificados pela Firjan Senai.

O modelo é similar ao adotado nas faculdades de medicina, onde há imersão dos alunos nas empresas, possibilitando que eles tenham conhecimento teórico e prático, solucionem problemas reais e adquiram experiência profissional ainda durante a formação.

“Estamos caminhando na contramão da crise e com passos firmes para o desenvolvimento econômico das cidades. O início deste projeto-piloto é algo para ser comemorado e seguido por outros setores. Aqui estamos pensando na melhoria do ambiente de negócios e no desenvolvimento do setor que só tende a crescer”, explica o empresário e representante do Sinditec (Sindicato da Indústria Eletrônica, de Informática, de Telecomunicações, de Produção de Software, de Produção de Hardware, de Produção de Produtos Eletroeletrônicos e Componentes no Estado do Rio), Luiz Antônio Daud.

 

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