Queda de braços

quinta-feira, 14 de abril de 2016
por Jornal A Voz da Serra
Queda de braços

O MERCADO internacional de alimentos deu o sinal vermelho e o resultado caiu diretamente no bolso dos consumidores. O aumento do preço do trigo impulsionado pelo menor nível de estoques mundiais dos últimos tempos afeta diretamente o setor de massas, pães e biscoitos, recaindo o preço final do produto no bolso do consumidor.

POR CONTA do mercado internacional, principalmente pela Argentina, a maior fornecedora de trigo para os moinhos brasileiros, pães, massas e biscoitos já anunciam aumento, puxando a inflação e levando, até mesmo, à alta dos juros, conforme anunciado pelo Banco Central. O fantasma inflacionário fez com que medidas preventivas fossem tomadas, segurando a inflação e desgostando os consumidores, que pagam mais pelos produtos.

NA MESMA cadência, seguindo a onda de aumentos, outros produtos, como remédios, já estampam correções em suas embalagens, causando apreensão junto à população, principalmente os idosos. A alta é reflexo da conjuntura mundial e desse fenômeno não existem medidas protetoras. A guerra é para todos e cada governo deve tomar as suas próprias precauções.

MEDIDA pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-s) a inflação acelera nas capitais pesquisadas pela Fundação Getúlio Vargas na segunda semana de abril. Em nenhuma capital o índice recuou. Ao contrário, as altas foram elevadas no Recife, em Porto Alegre, Brasília, Rio e São Paulo, e um pouco menos em Belo Horizonte.

A ELEVAÇÃO dos preços é o grande fantasma da sociedade brasileira. O dragão da inflação volta a assolar o Brasil. Num ano de eleições, os aumentos chegam em má hora, tirando o sossego da população, que já vive outro fantasma: o desemprego. Culpados ou inocentes, os políticos correm o risco de pagar a conta nas urnas. Para os governistas, é um problema sério que atrapalha — e muito — a governança. Para os opositores, é a hora certa de responsabilizar e procurar, com isso, faturar alguns votos.

A INFLAÇÃO não é boa para nenhum partido, muito menos para o povo. Resta saber como as nossas autoridades irão se comportar frente ao ressuscitado problema. É uma queda de braços da qual só existe um perdedor: o consumidor brasileiro. 

 

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