Prevenir para não desmatar

sábado, 23 de junho de 2018
por Jornal A Voz da Serra

       OS PROBLEMAS ambientais no Brasil vão de mal a pior. A negligência governamental está permitindo um desmatamento desolador de nossas florestas. O relatório “O futuro climático da Amazônia” revela que até o ano passado o desmatamento daquele bioma somou 762.979 quilômetros quadrados, o equivalente a três estados de São Paulo, ou a 184 milhões de campos de futebol. Tragédia vergonhosa.

       A OCUPAÇÃO da Amazônia já destruiu 42 bilhões de árvores – mais de duas mil árvores por minuto, de forma ininterrupta, nos últimos 40 anos. Somando-se o desmatamento e a degradação, segundo o relatório, a destruição da Amazônia alcança mais de dois milhões de quilômetros quadrados. Isto coloca em risco a regulação do clima na Região Sudeste, reduzindo a capacidade de exportar sua umidade para outras regiões através dos “rios voadores”.

       A SECA NO sudeste brasileiro não tem relação direta com o que ocorre na Amazônia. Parte disso é reflexo do desmatamento da Mata Atlântica e do aquecimento climático que atinge inclusive diversos municípios fluminenses. Mas Nova Friburgo também está nesta “UTI ambiental”.

       É COMUM a publicação em A VOZ DA SERRA, de ocorrências de desmatamentos penalizados com a ação da Polícia Ambiental e de outros órgãos. O avanço de construções muitas vezes irregulares na inevitável especulação imobiliária impõe uma fiscalização permanente, porém em muitos locais do município, outros desrespeitos são cometidos, tornando difícil o trabalho.

       ASSIM COMO a Amazônia sofre com o efeito da devastação, Nova Friburgo deve aproveitar o exemplo negativo preocupando-se com o futuro de nossas matas. Acreditamos que o governo municipal está atento. É preciso disciplinar a questão ambiental, punindo infratores, e mais ainda, regularizando a questão fundiária para não repetirmos os mesmos erros que danificam irreversivelmente a maior floresta do planeta. A responsabilidade é de todos.

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