Preparem os bolsos e o tanque: gasolina vai subir de novo

Em Friburgo, preço máximo do litro nos postos é R$ 4,899; em outras cidades, valores já bateram os R$ 5
quarta-feira, 28 de março de 2018
por Alerrandre Barros (alerrandre@avozdaserra.com.br)
Preparem os bolsos e o tanque: gasolina vai subir de novo

Abastecer o carro deve ficar ainda mais caro esta semana. Isto porque a Petrobras anunciou, nesta segunda-feira, 26, mais um aumento do preço praticado nas refinarias, que pode chegar às bombas sendo repassado aos clientes. A gasolina subiu 0,761% em uma sequência de cinco aumentos recentes. Já para o diesel, o reajuste foi 1,213%.

Pesquisa realizada pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), com dados coletados até a última quinta-feira, 22, mostra que no estado do Rio de Janeiro o litro da gasolina está cada vez mais caro: subiu de R$ 4,689 para R$ 4,694, em média, registrando alta de 0,11%.

Em Nova Friburgo, o preço máximo verificado foi de R$ 4,899. Já em outros municípios, os valores máximos cobrados pela gasolina nos postos já bateram ou ultrapassaram o patamar de R$ 5. Angra dos Reis (R$ 5,20); Rio (R$ 5,099); e Saquarema (R$ 5) são as cidades com os combustíveis mais caros no estado. Outros municípios estão próximos: Cabo Frio e Niterói (R$ 4,999); Teresópolis (R$ 4,990); Santo Antônio de Pádua (R$ 4,989); e Petrópolis (R$ 4,969).

O valor médio da gasolina vendido nos postos brasileiros, porém, recuou em 17 estados e também no Distrito Federal na semana passada. Em outras nove unidades da federação houve alta nos preços médios do combustível de petróleo. Na média nacional, foi registrada redução nos valores médios entre as semanas, de 0,17%, de R$ 4,205 para R$ 4,198.

Em São Paulo, maior consumidor do país e com mais postos pesquisados, o litro da gasolina recuou 0,37% semana passada, de R$ 4,003 para R$ 3,988, em média. Em Minas Gerais houve alta no preço médio da gasolina de 0,29%, de R$4,432 para R$ 4,445, o litro. Em nota, a Petrobras informou que o preço cobrado pela estatal corresponde a 46% da composição do preço ao consumidor do diesel. Na gasolina, o percentual da empresa é 27%.

"As revisões de preços feitas pela Petrobras podem ou não se refletir no preço final ao consumidor. Como a legislação brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, a mudança no preço final dependerá de repasses feitos por outros integrantes da cadeia de combustíveis", informa a nota da estatal.

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