Policial friburguense acumula conquistas em diversas modalidades esportivas

Conciliar a vida profissional e esportiva não é simples, e exige dedicação aos treinos, disciplina na alimentação e diversas renúncias
sexta-feira, 03 de março de 2017
por Jornal A Voz da Serra
Robson em uma das competições de levantamento de peso: atleta tem se destacado na modalidade
Robson em uma das competições de levantamento de peso: atleta tem se destacado na modalidade

Robson Kitazawa não é apenas um policial militar. Tampouco faz do esporte somente um instrumento para alcançar a forma desejada e exigida pela profissão. Aos 29 anos de idade, acostumou-se a competir em diversas modalidades, e em todas elas, acumular resultados importantes. Seja no levantamento de peso, cabo de guerra, jiu-jitsu, kung-fu ou fisiculturismo. Em todas elas há uma parte da dedicação de Robson, que reflete também na rotina de atuação no 11º BPM.

“As lutas auxiliam a evitar um problema maior, neutralizando ou cessando aquilo que poderia se tornar algo pior. O Powerlifter, por exemplo, ajuda na força, dentro das diretrizes seguidas pela Polícia Militar”, avalia.

Apesar das muitas modalidades em que compete, Robson Kitazawa tem se destacado, de fato, no powerlifter, o popular levantamento de peso. Ele foi campeão Carioca na modalidade Levantamento Terra, e em Minas Gerais, faturou o terceiro lugar no Supino. O desenvolvimento das habilidades e o interesse pelo esporte surgiram ainda quando era criança. “Desde os oito anos eu pratico kung fu. Depois vieram o kick boxing, o kombato, jiu-jitsu, fisiculturismo, crossfit e, agora por último, o levantamento de peso”, enumera.

Conciliar a vida profissional e esportiva não é simples, e exige dedicação aos treinos, disciplina na alimentação e diversas renúncias. Robson conta que o apoio do comandante do 11º Batalhão, Carlos Hespanha, e dos demais superiores na corporação ajudam a superar o desafio. Entretanto, assim como a maioria dos atletas da cidade, ele enfrenta a batalha contra a falta de apoio.

“Conciliar torna-se mais fácil, já que o coronel Hespanha tem uma visão ampla sobre o esporte. Ele mesmo já competiu em grandes eventos e se destacou. O sub-comandante, o Tenente Coronel Novaes, também zela pelo condicionamento dos policiais. O complicado mesmo é não ter um investimento maior nos atletas em Nova Friburgo. Eu sou o único nessa categoria, e tenho que pagar tudo. Ainda faltam alguns aspectos que fariam muita diferença, mesmo com a loja PowerPump melhorando os valores pela condição de atleta. Na grande maioria dos campeonatos acabo gastando do meu bolso, e sem retorno financeiro fica um pouco complicado competir em mais eventos”, observa.

Dentre as conquistas recentes de Robson estão o título Carioca de Levantamento Terra, na categoria até 100kg; terceiro lugar no Supino, em Minas Gerais; os títulos Carioca e Combate, em Duas Barras, de Kung Fu; os terceiros lugares nesta mesma modalidade nas formas combinada e livre; segundo lugar no Campeonato de Jiu-Jitsu promovido pela Federação responsável, representando a Pmerj; um título e um terceiro lugar em competições de Cabo de Guerra, também pela corporação, e um 12º lugar no Campeonato de Fisiculturimo pela IFBB.

“Tudo isso gera um gasto absurdo, e sendo policial militar acabo por ter ajuda de algumas pessoas que me orientam, como o meu treinador Roberto Neder. No jiu-jitsu temos o treino com o cabo Mello no Batalhão. Ele levou a ideia ao coronel Hespanha, que prontamente aceitou. O detalhe é que não há custos, o que ajuda muito e ainda prepara os policiais para o serviço diário.”

Em busca de novos desafios e conquistas, Robson Kitazawa enfrenta alguns obstáculos, especialmente financeiros. No entanto, pretende persistir e buscar novos parceiros que possibilitem a ampliação do retrospecto de bons resultados. “O calendário de competições foi aberto esse mês. Mas devido à crise financeira do estado e ao fato de não ter nenhum patrocínio, não sei como vou ficar. Tenho me preparado, mas sem saber ao certo meu futuro nas competições. As maiores serão em São Paulo, e um patrocínio cairia muito bem. Não para ganhar dinheiro, pois faço por que amo, mas para custear as viagens e suplementações. Devo agradecimentos ao coronel Hespanha, ao Tenente Coronel Novaes, à Loja PowerPump, ao meu treinador Roberto Neder e, principalmente, aos meus pais que jamais me deixaram desistir.”

Foto da galeria
Treinos de jiu-jitsu também fazem parte da rotina do policial: destaque em competições diversas
TAGS: artes marciais