Perto do cinturão, Barboza encara Dariush em março no Brasil

Confiante na boa fase, friburguense afirma que vive o melhor momento da carreira no UFC
quarta-feira, 04 de janeiro de 2017
por Vinicius Gastin
Perto do cinturão, Barboza encara Dariush em março no Brasil

Em terras cearenses, um dos friburguenses que mais brilham atualmente no mundo esportivo tentará dar um passo rumo ao cinturão do UFC, na categoria pesos leves. Depois de duas vitórias contra grandes nomes, Edson Barboza tenta se aproximar do topo da divisão dos leves (até 70kg) contra Beneil Dariush, no UFC Fortaleza, dia 11 de março, conforme apurou o Combate.com com fontes próximas aos lutadores. Ainda não há confirmação se o confronto será o coevento principal, mas o contrato já foi assinado pelos atletas.

Barboza tem 18 vitórias e quatro derrotas e vem de resultados positivos diante de Gilbert Melendez e Anthony Pettis, ambos por decisão unânime. Seu último revés foi em dezembro de 2015, quando acabou finalizado por Tony Ferguson. O brasileiro, especialista em muay thai, é o quinto colocado da categoria. Em entrevista recente ao A VOZ DA SERRA, Edson afirmou que considera este o melhor momento da carreira. Ele acredita ainda que, com mais uma vitória, poderá ser desafiante pelo cinturão do UFC.

“Nunca me senti tão bem fisicamente e tecnicamente. Foi um ano muito abençoado, pois não tive nenhum tipo de lesão e pude treinar muito duro. Posso dizer que nunca estive tão perto, e já posso sentir uma de minhas mãos no cinturão. Fiquei, ao mesmo tempo, triste e feliz por não ter lutado nesse final de ano. Eu tinha programado fazer mais uma luta em dezembro e tentar lutar pelo cinturão no início do ano que vem. Mas acredito que Deus faz tudo certo e na hora certa. Acredito que o UFC segurou um pouco porque quer me dar uma luta boa agora. Se eu vencer, tenho certeza que o próximo combate vai ser pelo cinturão.”

Adversário do friburguense, Dariush possui 14 triunfos e dois reveses e também bateu seus dois últimos oponentes: Rashid Magomedov, por decisão unânime, e James Vick, nocauteando. A última vez que foi superado foi contra Mike Chiesa, em abril deste ano. O iraniano é o número 9 da divisão. Além do duelo que envolve o friburguense, outra luta bastante aguardada está confirmada para o evento: o brasileiro Vitor Belfort encara Kelvin Gastelum, na provável luta principal pela categoria peso médio.

Momento especial

Depois de sofrer algumas derrotas nas temporadas anteriores, que de certa forma acabaram adiando o sonho pela disputa do cinturão, Barboza iniciou 2016 com uma nova estratégia: treinar e morar no mesmo lugar, New Jersey. Segundo ele, a escolha fez total diferença no rendimento durante as lutas. “Fiz algumas mudanças, e uma delas foi essa. Eu fazia o camp (período de treinos) em um estado e morava em outro. Eu conversei com minha esposa e treinadores, e todos nós sabíamos que eu poderia chegar mais longe na carreira. Então, toda a minha família foi morar comigo na mesma cidade em que eu fiz o meu camp.”

Outra mudança destacada pelo lutador é a intensificação dos treinamentos de defesa. A equipe de treinadores foi mantida, inclusive com a participação do friburguense Anderson França, mas a parte defensiva recebeu atenção especial. “Esse foi um dos principais focos dos meus treinos. A defesa do MMA é diferente da do muay thai, que eu estava mais acostumado. A luva, por exemplo, é bem menor. Eu sempre acabei minhas lutas bem machucado, o que não aconteceu nos duelos desse ano.”

Edson Barboza considera ainda outro reforço adquirido neste ano fundamental: a psicóloga Maria Letícia. As sessões, periódicas, de aproximadamente uma hora, acontecem via skype, e são intensificadas às vésperas dos combates.“Ela me ajudou muito, porque muita gente acha que a luta é só corporal. Mas a principal luta é psicológica. O trabalho com ela e a mudança para o mesmo local onde eu treino fizeram toda a diferença.”

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