Participação necessária

quarta-feira, 03 de agosto de 2016
por Jornal A Voz da Serra

A REELEIÇÃO da presidente Dilma Rousseff em 2014 consolidou a presença feminina na gestão pública brasileira, acostumada à predominância machista que infelizmente ainda predomina na sociedade. O efeito Dilma motivou a participação da mulher na política e, para o pleito municipal de outubro, novamente será percebida em todos os rincões da nação, embora ainda em número não tão satisfatório.

CERCA DE dez mil mulheres concorreram nas últimas eleições municipais de 2012. E, para 2016, elas disputarão cargos de vereadora, vice-prefeita e prefeita. Um avanço significativo, porém aquém da participação feminina na sociedade, expressa pela maioria da população brasileira. Dados do Tribunal Superior Eleitoral, já divulgados em A VOZ DA SERRA, mostram que em Nova Friburgo as mulheres são maioria, representando 52% do total do eleitorado (79.455 contra 71.397 do sexo masculino).

EMBORA com uma população predominantemente feminina, elas participam modestamente do processo político. Poucas mulheres decidiram participar da vida pública e agora o interesse poderá ser despertado. O município de Nova Friburgo, que já foi governado por oito anos pela médica Saudade Braga, mesmo assim, não conseguiu aumentar a sua participação nos partidos como candidatas.

A PRESENÇA das mulheres na campanha eleitoral pode ser vista como um estímulo a uma maior participação, da qual elas não tiveram vez ao longo dos anos.  A educação política foi privilégio dos homens e reverter este quadro com maior participação leva tempo, mas a vitória da primeira presidente abriu o caminho a esta possibilidade. 

A SENSÍVEL percepção feminina pode em muito ajudar para o desenvolvimento das cidades discutindo temas que são de interesse de toda a sociedade. Desde a violência contra a mulher à saúde, educação, segurança e emprego. Os problemas são os mesmos também em Nova Friburgo. As dificuldades são as mesmas para homens e mulheres, e os sonhos são os mesmos. 

EQUACIONAR esta relação, através de uma maior participação feminina, é o que deveria acontecer para termos uma representatividade compartilhada com todos os interesses. O espaço está aberto.

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