Para lojistas de Friburgo, projeto Cidade Limpa precisa ser ampliado

Além de fachadas, excesso de fios nos postes, lixo nas calçadas, buracos e rampas malfeitas também contribuem para poluição visual
segunda-feira, 13 de maio de 2019
por Jornal A Voz da Serra
O emaranhado de fios nos postes de Friburgo (Fotos divulgação CDL/  Osvaldo Enoc)
O emaranhado de fios nos postes de Friburgo (Fotos divulgação CDL/ Osvaldo Enoc)

Diretores da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e do Sindicato do Comércio Varejista (Sincomércio) de Nova Friburgo se reuniram com vereadores na semana passada, na sede das entidades, para debater o projeto Cidade Limpa, que deve ir a votação em breve. O presidente da CDL e do Sincomércio, Braulio Rezende, afirmou no encontro que o projeto precisa ser revisto e ampliado, pois, até então, trata basicamente das fachadas das lojas e de publicidades, não abordando problemas relevantes que Nova Friburgo, como a poluição visual causada pelo excesso de fios pendurados nos postes, lixo acumulado nas esquinas, calçadas destruídas, ruas esburacadas, rampas sem associação entre entrada e saída, comércio ambulante, entre muitos outros.

“Somos favoráveis à ordenação da cidade e não nos furtaremos a colaborar com a prefeitura. Só não concordamos com medidas que visem a organizar o Centro se restringindo ao tamanho das placas dos letreiros das lojas e deixando de lado todo o resto”, salientou o presidente. Braulio Rezende defendeu que seja implantado projeto semelhante ao desenvolvido em 2009 pelo então prefeito Heródoto Bento de Mello, que previa inicialmente a remodelação do Centro – e dos bairros em etapa posterior – com fiação subterrânea, pavimentação das calçadas, concretagem das faixas de pedestres, acessibilidade e embelezamento dos passeios públicos. Braulio exibiu num telão fotos tiradas recentemente que mostram a confusão generalizada nas ruas centrais de Nova Friburgo.

“A cidade, infelizmente, está largada há anos. Passamos diariamente por esses locais e nossos olhos se acostumaram com a desordem. Não temos nada contra a demarcar placas e regular sonorização. Mas reivindicamos mais: que o Poder Legislativo aprove uma lei eficaz, abrangente, que não fique apenas no papel e imponha normas que a prefeitura tenha capacidade de fiscalizar”, destacou Braulio Rezende.

O que prevê a Câmara Municipal

O presidente da Câmara de Vereadores de Nova Friburgo, Alexandre Cruz, garantiu que o projeto Cidade Limpa será votado somente quando “estiver maduro e representar prioridade para o cidadão”.

“Esse projeto tem que acontecer como resultado de união, de acordo, levando seus benefícios a todos os friburguenses. Vamos votá-lo com consciência, porque nossos mandatos acabam e Nova Friburgo fica”, declarou.

 Depois de ouvir os argumentos de Braulio Rezende, o relator do projeto Cidade Limpa, Professor Pierre, anunciou que, de imediato, pretende mudar os prazos instituídos para o comércio aderir às novas regras, escalonando-os, de forma a que possam ser obedecidos pelas empresas. O vereador explicou que também vai incluir no projeto menções à Lei Orgânica Municipal, que, segundo ele, contempla os pedidos do comércio.

“A sociedade deve conhecer a Lei Orgânica para cobrar o seu cumprimento pelo Poder Executivo. Tentaremos aperfeiçoar o Cidade Limpa para que ele chegue ao ponto de equilíbrio. Não queremos prejudicar o setor produtivo, mas não podemos gerar permissividade, que abre caminho para irregularidades e ilegalidades”, acentuou.

Braulio Rezende revelou que se sentia “com a responsabilidade e a obrigação de convidar os vereadores para o diálogo” antes da votação do Cidade Limpa. Ele acredita que a conversa foi um passo adiante na melhoria do projeto.

“Fizemos questão de lembrar aos vereadores das inúmeras e urgentes demandas de Nova Friburgo. Há muito a se trabalhar”, completou o presidente da CDL e do Sincomércio. Além de Alexandre Cruz e Professor Pierre, participaram da reunião os vereadores Nami Nassif, Johnny Maycon, Vanderléia Lima, Marcio Damazio, Norival, Luís Fernando, Luiz Carlos Neves e Cascão. Compareceram ainda o procurador da Câmara Municipal, Rodrigo Ascoly, e o presidente da Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Nova Friburgo (Acianf), Júlio Cordeiro, acompanhado do diretor da entidade Roosevelt Concy.

 

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