O rock nas palavras de um fã

"Tive a sorte de ser adolescente nos anos 70, época em que todo mundo curtia rock’n’roll"
sábado, 14 de julho de 2018
por Gustavo Valadares, especial para AVS
O rock nas palavras de um fã

Tive a sorte de ser adolescente nos anos 70, época em que toda a molecada, todos os meus amigos, a rua, o bairro e o colégio inteiro, todo mundo curtia rock’n’roll. Rolavam festivais regulares de música no Cefel. E o vinil reinava absoluto. De blues a heavy metal, curto muita coisa, seria impossível definir uma lista. Mas duas bandas permanecem até entre as minhas favoritas desde que as “descobri”, ainda moleque: Led Zeppelin e The Who.

Ano passado, tive uma grande alegria ao poder finalmente assistir ao The Who, no Rock in Rio. Foi a primeira turnê que eles fizeram no Brasil, e isso depois de mais de 50 anos de carreira. Já o Led Zeppelin nunca tive a chance de assistir ao vivo, pois a banda deixou oficialmente de existir em 1980, após o falecimento do baterista John Bonham, muito embora eu tenha tido a chance de curtir algumas apresentações de seus ex-membros, quando estes visitaram o Brasil (Robert Plant vi duas vezes, uma delas inclusive com Jimmy Page).

Bem, de bandas/artistas que gostaria de ter visto e não vi, a lista infelizmente é longa. Primeiro devo citar os que já faleceram, como Jimi Hendrix, Rory Gallagher e Stevie Ray Vaughan, e as bandas que já não mais existem, por motivos diversos, como a já citada Led Zeppelin, e mais Mountain, Free, Humble Pie, Thin Lizzy. Das que ainda estão em atividade e/ou possuem chance de retornar às atividades, estou em débito com Gov't Mule, Blue Öyster Cult, Alice Cooper, Kiss e Van Halen.

Meus dez primeiros vinis foram Houses Of The Holy e Physical Graphitti (Led Zeppelin), Machine Head e Fireball (Deep Purple), 2112 (Rush), Who's Next (The Who), Jazz (Queen), Thick As A Brick (Jethro Tull), Tyranny And Mutation (Blue Öyster Cult) e Master Of Reality (Black Sabbath). E esse é um material que eu, grande fã do rock, tenho até hoje.

Acompanho e curto também as bandas friburguenses. Sou fã do Pântano; do O Vazio; do Hell Oh!; do Capitão X; curto muito o trabalho do Ismael Carvalho; da Caru de Souza. E tem uma banda nova chamada Bruthus, que é muito legal também. Enfim, é muita gente pra citar. A cena atual de rock em Friburgo está excelente, com muitos bares e pubs com programação musical constante.

Como nunca tive chance de aprender a tocar nenhum instrumento, resolvo essa frustração, digamos assim, com atividades/hobbies ligados à música, como produtor/apresentador de um podcast de áudio, o Rock Flu, que está sempre disponível na internet em site próprio, o www.rockflu.com.br, e no qual recebo, juntamente com meu amigo Sergio Duarte, sempre algum convidado especial, para falar de música, de futebol, e de outros assuntos. Durante a Copa do Mundo 2018, por exemplo  gravamos duas edições especiais, homenageando o rock de dois países que acabam de disputar o Mundial, a anfitriã Rússia e a pátria de Cristiano Ronaldo, Portugal.

 

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