O pai da ligação entre as montanhas e as praias

Heródoto idealizou o circuito Serramar, projeto ao qual se dedicou por mais de 30 anos
segunda-feira, 30 de abril de 2018
por Jornal A Voz da Serra
A bela estrada que Heródoto desbravou (Arquivo AVS)
A bela estrada que Heródoto desbravou (Arquivo AVS)

Entre as principais realizações do ex-prefeito, destacamos a implantação do eixo rodoviário de Nova Friburgo, sem o qual seria inviável o acesso ao centro urbano da cidade serrana e sua ligação aos municípios do Centro-Norte.

A concretização desse eixo resultou na construção do viaduto Geremias de Mattos Fontes e a Queijaria Suíça de Nova Friburgo, que nos aproximou do Canton de Fribourg e, ainda, a Escola Agrícola Rei Alberto I, do Instituto Ibelga: Bélgica-Nova Friburgo.

Ao final da década de 1960, ainda como prefeito, Heródoto concebeu o Circuito Serramar, projeto ao qual se dedicou por mais de 30 anos, realizando as diversas etapas para a concretização de um anel rodoviário, unindo cidades do Estado, interligando-as entre as regiões litorâneas, desde a capital a Búzios, Cabo Frio, Macaé, Rio das Ostras, além das serranas Nova Friburgo, Petrópolis e Teresópolis, interligadas por rodovias estaduais, a partir da conclusão do trecho da RJ-142 (Lumiar/Casimiro de Abreu), encurtando em 100 quilômetros a viagem a Rio das Ostras.

De forma bem humorada e sorridente, certa vez o prefeito afirmou que, depois de concluída, a estrada Serra-Mar era uma criança com vários pais. “Mas, tudo bem. Não tem problema, pois sou a ‘mãe’, aquela que a concebeu”.

Para seus admiradores, nosso desafio e missão, agora, são continuar defendendo e empunhando as bandeiras que ele defendia e acreditava. Quis o destino que nos deixasse, materialmente, às vésperas do bicentenário de Nova Friburgo. Mas também devemos refletir,  como ele mesmo dizia, “não devem ser só festas e folguedos”, não são apenas 200 anos.

Afinal, “são dois séculos de História, que começa em 2018, e vai se desdobrando pelos anos vindouros. Há que se consolidar e ampliar o intercâmbio que ele, Ariosto, Martin Nicoulin, René Louis Rossier e o padre Pierre Kealin iniciaram há quatro décadas, com apenas um dos nove cantons suíços; precisamos potencializar isso para os demais nove países amigos”, sinalizou Girlan Guilland.

 

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