Números explosivos

segunda-feira, 25 de julho de 2016
por Jornal A Voz da Serra

UMA DAS MEDIDAS cogitadas para reforçar o caixa do governo em 2017, o aumento de tributos pode ser evitado caso a economia brasileira comece a se recuperar antes do fim do ano. Segundo especialistas, a velocidade com a qual o país sairá da recessão determinará se será necessário que a equipe econômica reajuste tributos para reduzir o déficit primário, como recomendou semana passada o Fundo Monetário internacional (FMI).

UM ASTRONÔMICO montante de R$ 1 trilhão saiu do bolso do contribuinte diretamente para os cofres públicos desde o início do ano até o último dia 5. O valor, estimado pelo Impostômetro, envolve impostos, taxas e contribuições pagas pelos brasileiros diariamente, às vezes sem mesmo saber que está pagando. 

COM TAMANHA carga, são necessários 153 dias de trabalho apenas para pagar esses tributos. É o mesmo que dizer que desde o início do ano até o dia 1ºde julho o contribuinte trabalhou apenas para alimentar o caixa dos governos. Se parece muito é porque muitas vezes pagamos esses impostos sem saber que estamos pagando.

ALGUMA COISA errada está ocorrendo. Para sair da tirania dos tributos, o jeito é economizar e os consumidores brasileiros estão dando conta de que, agindo assim, entra mais dinheiro no bolso, já que o governo não é capaz de reduzir o seu ganho. Por conta da economia forçada, muita gente deixa de investir, fábricas não atualizam seus equipamentos antes de verificarem o impacto nos custos, ninguém quer gastar mais se arriscando a pagar mais impostos e o consumo diminui de forma geral. 

AS DIVERSAS facetas da economia friburguense, com forte vocação industrial, requerem medidas por parte dos poderes públicos que possam dar continuidade a este processo de desenvolvimento, compensando, de certa forma, o contribuinte. O crescimento das exportações e a consolidação das indústrias metalmecânicas e de moda íntima são indicadores para a ampliação de políticas de incentivo e promoção no município.

A REFORMA desejada pelas classes produtivas e pela população em geral precisa ser agilizada em nome do crescimento nacional. Caso contrário, o país ficará refém de políticas econômicas que impedem a expansão industrial, o aumento da renda do trabalhador e a elevação do consumo. Os candidatos a cargos eletivos em 2016 sabem disso e os eleitores devem procurar votar naqueles comprometidos com a questão, para o bem de todos.

 

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