Natureza integrada

terça-feira, 20 de março de 2018
por Jornal A Voz da Serra

         A UTILIZAÇÃO das matas friburguenses para uso comunitário, através de parques municipais, oferece uma opção para quem não quer se afastar da área urbana, preferindo passeios mais próximos. Como exemplo, o Parque Ambiental Juarez Frotté,  no bairro Cascatinha, que oferece através de sua diversificação ambiental condições para uma integração da população com a natureza.

         A PREFEITURA vem mantendo uma importante área de lazer urbano, através de um espaço de uso comunitário, ao alcance de diversos segmentos como a educação, as artes, o esporte e outras manifestações. Moradores do Cônego e Cascatinha dispõem de um espaço ambiental criando uma consciência ecológica de respeito e preocupação com a conservação das matas e rios.

         PREOCUPAÇÃO igual é a que se vê no Parque das Furnas do Catete e o famoso símbolo de Friburgo, o Cão Sentado. Sua manutenção e infra-estrutura fazem do local um ponto de interesse turístico não só pelos que chegam de outros municípios, mas do próprio friburguense. Outrora abandonado pelos poderes públicos, foi revitalizado e ganhou a atenção da população.

         O TURISMO ecológico, quando feito de forma organizada e oferecendo amplas condições de uso respeitando a natureza, tem sucesso garantido. No rastro da utilização da Mata Atlântica, toda uma infra-estrutura é posta a serviço dos visitantes, desde hotéis e pousadas, a restaurantes e o comércio em geral. Através de um serviço de qualidade, pode ser oferecido um produto de rara beleza e diversificação, que vai do simples e agradável banho de cachoeira, à contemplação de sua fauna e flora até o alpinismo e a canoagem em condições excepcionais.

         A POPULAÇÃO friburguense não é insensível à constatação de que o turismo é a sua vocação e que ainda não sofre as influências da macro-economia e da crise financeira. A natureza que o município oferece como “produto” ao visitante lhe garante uma posição mais favorável, sem depender tão somente da força econômica. Ao contrário, trata-se de um patrimônio ecológico de alto significado e valor econômico. Sua biodiversidade e os rios se constituem na chamada “moeda verde”, cada dia mais valorizada.

         OS PODERES públicos e as entidades comprometidas com o meio ambiente devem, portanto, aglutinar forças para que este patrimônio seja preservado, permitindo o seu uso dentro de formas racionais sem agressões, possibilitando à comunidade usufruir as suas excelentes condições, ao mesmo tempo em que adota um turismo com bases mais racionais e organizadas. A ecologia de Nova Friburgo é, ao mesmo tempo, problema e solução. Sem organização, se degrada; se planejada, é fonte de renda.

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