Moraes sobe ao octógono em possível despedida do WSOF

Atleta friburguense está cada vez mais perto de se transferir para o UFC
quinta-feira, 29 de dezembro de 2016
por Vinicius Gastin
Moraes em dois registros durante os treinamentos: preparação intensa para o duelo
Moraes em dois registros durante os treinamentos: preparação intensa para o duelo

Embora ainda não exista nenhuma evidência oficial, a possibilidade de Marlon Moraes subir ao octógono pela última vez no WSOF neste sábado, 31, é grande. Mas o motivo é nobre, e pode representar um grande presente para o lutador e para o esporte de Nova Friburgo em 2017: o atleta está cada vez mais perto de se transferir para o UFC, a principal organização de lutas do planeta. E para, provavelmente, se despedir com chave de ouro, Moraes encara o compatriota Naldo Silva, neste dia 31 de dezembro, em Nova York (EUA). 

Em posição de destaque, Moraes será uma das grandes atrações do evento. O card terá nada menos do que quatro disputas de título, entre elas, a de Marlon Moraes, campeão do peso-galo (até 61kg), que defende o cinturão contra o ex-campeão do Jungle Fight e debutante na companhia americana. A outra é pelo peso-médio (até 84kg), quando David Branch coloca o título em disputa contra Louis Taylor. Duas delas já haviam sido confirmadas: Justin Gaethje contra o brasileiro João Zeferino, pelos leves (até 70kg), e Jon Fitch x Jake Shields, pelos meio-médios (até 77kg).

Campeão peso-galo do WSOF e invicto desde novembro de 2011, Marlon Moraes construiu uma carreira de sucesso nos Estados Unidos, onde reside e treina atualmente. Em entrevista recente a jornalistas, no Rio de Janeiro, porém, o lutador vê que tal feito se torna cada vez mais difícil de ser realizado atualmente.

“Eu vejo a porta um pouco fechada para os brasileiros (nos EUA). Vejo muita gente talentosa na categoria mosca, galo, pena, mas vejo que eles não estão levando os atletas para lá. Eles me levaram porque eu estava treinando lá, igual ao Alexandre Capitão. No Brasil só tem talento. Se eu começar a pesquisar nomes encontramos um monte. Você vai no Shooto, Jungle Fight, campeões, desafiantes. O Brasil é um celeiro, vários atletas duros. É só questão de observar os atletas lutando”, afirmou Marlon Moraes

Destaque em sua categoria, a expectativa é que o lutador confirme o que está evidenciado há algum tempo: o WSOF ficou pequeno para tanto talento. Esta será a última luta do contrato, e desta forma, Marlon fica livre para negociar a renovação ou buscar o UFC. A tendência é que ele siga o caminho de Edson Barboza, e passe a integrar a principal organização, o Ultimate. Que assim seja a partir do próximo ano. E que o ciclo no World Series possa ser encerrado com vitória no último dia de 2016.

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