Lançado o selo em homenagem aos 200 anos da imigração suíça

Solenidade também marcou a abertura da exposição “A imigração da Suíça de 1818 aos nossos dias”, que passará por outras cidades da região
quinta-feira, 12 de setembro de 2019
por Fernando Moreira (fernando@avozdaserra.com.br)

 

Foi lançado nesta quarta-feira, 11, o selo personalizado em homenagem aos 200 anos da imigração suíça no Brasil, com solenidade no Solar do Barão, onde funciona a Fundação D. João VI, na Praça Getúlio Vargas. Na ocasião, também foi aberta a exposição itinerante “A imigração da Suíça de 1818 aos nossos dias”. O evento contou com a presença do cônsul geral da Suíça no Rio de Janeiro, Rudolf Wyss, do presidente da Câmara, vereador Alexandre Cruz, secretários municipais, representantes dos Correios, da Associação Nova Friburgo – Fribourg, da Colônia Suíça e da diretora de A VOZ DA SERRA, Adriana Ventura.

O dia 11 de setembro não foi escolhido aleatoriamente. Neste mesmo dia, em 1819 – há exatos 200 anos -, partiram de Amsterdan, na Holanda, as primeiras famílias suíças com destino ao Brasil. “Sabemos que Brasil e Suíça possuem montanhas como cartões postais. O Moleson, em Fribourg, na Suíça, e o Cão Sentado aqui em Nova Friburgo. Esse selo representa a luta e a esperança daqueles que deixaram os alpes suíços e vieram recomeçar a vida em terras brasileiras”, disse o cônsul Rudolf Wyss.

A arte do selo foi uma criação da Layout DMP, desenvolvida pelo diretor da agência, José Manoel, destacando o Moleson, montanha da região do Canton de Fribourg, a travessia no oceano até a chegada dos imigrantes ao Brasil, momento representado pela pedra do Cão Sentado, símbolo postal friburguense. 

“Além de registrarmos para a posteridade esse momento único, destacamos nossa admiração ao povo suíço e a todos os seus descendentes que muito enriquecem o nosso país com sua cultura, gastronomia e arquitetura”, afirmou Juliana da Rosa Corguinha Barbi, coordenadora da região de atendimento dos Correios.

A cerimônia de obliteração (carimbo) do selo foi realizada pelo cônsul Rudolf Wyss, o presidente da Câmara, o secretário de Gabinete, Wilton Neves – que representou o prefeito Renato Bravo, o presidente da Colônia Suíça de Nova Friburgo, Geraldo Thuler e a representante do Instituto Fribourg Nova Friburgo, Marie Claude Hess.

Os selos não estarão à venda nas agências dos Correios. Parte deles será doada à Associação Nova Friburgo–Fribourg, a fim de arrecadar fundos para todas as ações desenvolvidas pela entidade e pela colônia suíça.

A exposição itinerante

Após a solenidade foi aberta, na Fundação Dom João VI, a exposição itinerante “A imigração da Suíça de 1818 aos nossos dias”. O percurso da mostra se dá em sete etapas: a Suíça de 1818; o acordo para a emigração; as famílias dos imigrantes; a viagem; as cidades por onde a exposição passará; a Suíça de hoje e o olhar do carnavalesco Clovis Bornay sobre a Suíça, o que serviu de inspiração para o enredo da Unidos da Tijuca no carnaval carioca de 2015. A exposição passará ainda por Bom Jardim, Duas Barras, Cordeiro, Cantagalo e Santa Maria Madalena, até retornar a Nova Friburgo em 16 de novembro, data que simboliza a chegada do primeiro grupo de imigrantes suíços a Nova Friburgo, a antiga Fazenda do Morro Queimado, juntamente com a maquete com a réplica do barco Urânia.  

“Somos o que somos porque os suíços fizeram da cidade o que ela é. Essa é uma justa e merecida homenagem que vai ficar marcada na história dessa bela relação entre a Suíça e o Brasil”, declarou o vereador Alexandre Cruz. “Conhecemos a ética, a dedicação e a seriedade suíça com sua pátria. Pretendemos plantar aqui em Nova Friburgo um pouco desse valor que o suíço tem por sua terra”, completou Wilton Neves.

 

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