ISP: em um ano, número de furtos triplica em Friburgo

Levantamento identifica também aumento de roubos e menos estupros; apreensão de drogas se manteve
terça-feira, 03 de abril de 2018
por Dayane Emrich (dayane@avozdaserra.com.br)
ISP: em um ano, número de furtos triplica em Friburgo

O número de furtos aumentou em Nova Friburgo, segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP). Somente em fevereiro, o município contabilizou 109 furtos, contra 36 no mesmo período de 2017, ou seja, mais que o triplo dos casos. Somando os dois primeiros meses deste ano, foram 218 registros de furtos na Delegacia Legal, 115 casos a mais do que no ano passado, quando foram registrados 103 crimes deste tipo.

Entre os índices, os furtos de veículos tiveram um aumento expressivo, saindo de apenas sete casos nos dois primeiros meses de 2017 para 28 casos em janeiro e fevereiro de 2018. Os furtos a residências, estabelecimentos comerciais, transeuntes, entre outros, também tiveram forte crescimento. De acordo com o levantamento, foram 92 em janeiro e 95 em fevereiro deste ano, contra 61 e 34, respectivamente, em 2017.

Segundo o ISP, os dados também mostram o crescimento dos crimes de roubo. Ao todo, foram 47 casos no primeiro bimestre, contra 34 no mesmo período de 2017 e 22 em 2016. O total de tentativas de homicídio cresceu 266%, passando de três nos primeiros dois meses de 2016 para 11 no mesmo período deste ano.

Ainda de acordo com o levantamento, os registros de ameaça subiram de 102 para 178 e os de estelionato, de 30 para 52. No caso do crime de estupro, os números baixaram de 13 para nove, enquanto os registros referentes a apreensão de drogas no município quase não tiveram alteração, diminuindo de 96 no primeiro bimestre de 2017, para 95 em 2018.

Índices do estado

Em fevereiro deste ano, foram registradas 561 vítimas de letalidade violenta no estado do Rio de Janeiro. Esse número indica uma queda de 57 vítimas em relação ao mesmo mês de 2017 (ou 9,2% a menos). Em relação ao mês de janeiro de 2018, houve 88 vítimas a menos. Entre os dados positivos, o levantamento aponta ainda a redução da taxa de homicídio doloso (quando há intenção de matar), em 13,1% em relação a fevereiro de 2017 (503 em 2017 – 437 em 2018).

Por outro lado, segundo o ISP, aumentou o número de policiais civis e militares mortos em serviço. A taxa de homicídios decorrentes de oposição à intervenção policial e o número de roubos de veículos tiveram crescimento de 11,8% em relação a fevereiro de 2017, passando de 4.286 casos no ano passado, para 4.792 no primeiro bimestre deste ano. Cresceram também o número de armas apreendidas (aumento de 19%); de apreensão de drogas (25,4%); e cumprimentos de mandados de prisão (36,3%).

Paralisação da Polícia Civil

 As grandes alterações e o aumento no número de alguns crimes podem ser explicados pela paralisação da Polícia Civil no ano passado. Devido a greve, iniciada em 20 de janeiro e encerrada em abril de 2017, diversas ocorrências deixaram de ser registradas. Crimes contra o patrimônio, com exceção de roubo e furto de veículos, foram os mais afetados. Apenas ocorrências consideradas urgentes não foram comprometidas.

 Apesar disso, conforme matéria publicada em fevereiro do ano passado em A VOZ DA SERRA, durante o carnaval -- quando cresce o número de furtos e perda de documentos, por exemplo -- houve reforço policial para atender esse tipo de ocorrência.     A greve dos policiais foi motivada pelos atrasos salariais, a quitação do Regime Adicional de Serviço (RAS) e do adicional por metas alcançadas, referente ao segundo semestre de 2015.

 

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