Hora e vez do idoso

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017
por Jornal A Voz da Serra
Hora e vez do idoso

LEITOR DE A VOZ DA SERRA, atento ao aumento da população idosa em Nova Friburgo, enviou à coluna Massimo correspondência — publicada na edição do último fim de semana — relatando sua preocupação com a terceira idade, solicitando ampliação de centros de convivência no município. Com razão, e aproveitando a posse dos novos gestores do município, aborda um tema sempre relevante na vida comunitária. 

COM APENAS 15 dias após a posse, os eleitos que representam Nova Friburgo buscam atingir a população com novas formas de gestão, procurando a tão sonhada qualidade de vida para todos. Dentre este vasto público, os idosos são os que possuem o maior número de defensores, respondendo ao reconhecimento nas urnas no último dia 5 de outubro. Porém, quase nunca recebem o prometido. 

TANTAS promessas mostram como é importante a atuação do poder público para suprir as grandes carências da população idosa no país, nos estados e em Nova Friburgo. Aqui, assim como em quase todas as cidades brasileiras o atendimento não supre ao que é solicitado. O idoso é um problema de promoção social do estado, porém, poucos se dão conta dessa incumbência.

HOJE, A expectativa de vida do brasileiro está em torno de 68 anos, e deverá chegar a 73 anos neste século. Segundo o IBGE, nosso país deverá ter a sexta população mais idosa do planeta no ano 2025. Teremos 34 milhões de pessoas com mais de 60 anos, o que representará 14% de nossa população. 

O PROBLEMA do idoso em todo o país, inclusive em Nova Friburgo, está na melhor adequação da infraestrutura pública. Políticas de inserção devem ser implantadas para que o idoso não se transforme em grupo marginalizado, sem a proteção do estado. Mais centros de convivência e atendimento diferenciado poderiam ser implantados para este contingente da população que ultrapassa, segundo o IBGE, mais de 10% de nossa população. O censo deste ano certamente apontará números maiores.

O MUNICÍPIO tem se preocupado em oferecer novos espaços de cultura e lazer, beneficiando inclusive os idosos, inserindo a “terceira idade” na vida ativa da cidade. Através de políticas públicas será possível proteger mais o idoso e aprimorar as soluções para uma situação que será agravada no decorrer dos anos. Os eleitos que buscaram o voto dos idosos deveriam, portanto, assumir compromissos que possam ser efetivamente realizados. É o mínimo que podem fazer.

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