Galeria KM7 e Casa do Chico abrem temporada 2018 com duas exposições

Arqueiro e Victor Iervolino apresentam Organismos Pluricelulares e Objetos
quinta-feira, 22 de março de 2018
por Ana Borges (ana.borges@avozdaserra.com.br)
Uma das obras expostas (Foto: Regina Lo Bianco)
Uma das obras expostas (Foto: Regina Lo Bianco)

Neste sábado, 17, o espaço cultural Galeria KM7 que abriga também a Casa do Chico, dá início à programação de 2018, com dupla exposição, dos artistas Arqueiro, carioca, radicado em Lumiar, autor de “Organismos Pluricelulares”, e Victor Iervolino, com a mostra “Objetos”. Sobre o trabalho de Iervolino, destacamos trechos do artigo do professor de Arte, da Universidade Federal Fluminense (UFF), Franklin Alves Dassie:

Objetos

“Como definir as esculturas contemporâneas sabendo que elas mesmas já se colocam como problemas para o crítico-observador? Ontologicamente já não estão próximas das esculturas que a história da arte nos apresentou. Uma alternativa seria olhar para eles e pensar o que são e elas são objetos.

A amplitude desse termo permite uma visada mais crítica e atravessada pela compreensão antropológica, sociológica e cultural dos objetos transformados em trabalhos artísticos. Mas essa história é longa – desde Marcel Duchamp até a arte contemporânea, os objetos estão aí, na nossa frente. Lembrando: transformados em objetos artísticos. É esse o procedimento de Victor Iervolino nessa individual chamada Objetos.

Apesar de apontar uma orientação – a da recolocação dos objetos em outro meio, adquirindo assim outras funções – chamar de “objetos” sem investigar o procedimento específico de Iervolino é um gesto redundante. Interessante – em objetos como “Um metro quadrado”, “Perpétuo” e “Ralos” – é a encenação de um circuito que não se completa.

Essa interpretação nos faz perguntar: quando caem os “Piões” ou que música tocaria um violão que não pode tocar? Talvez o objetivo de Iervolino seja provocar esse grande riso e de imaginar, assim, outras casas e lugares de trabalho. Talvez o efeito desejado é imaginar um outro mundo, onde estas funções iniciais sejam deslocadas e como viveríamos nesses espaços habitados por objetos fora de lugar. A Galeria KM7, do artista plástico Marcelo Brantes, fica na Rua Margarida Brantes, 265, Venda das Pedras, Córrego Dantas.

 

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