Frizão defende G-2 do grupo e busca subir no geral contra o Audax nesta quarta

No último jogo, contra o retrancado ArtSul, duelo amarrado e sem gols
terça-feira, 03 de setembro de 2019
por Vinicius Gastin (esportes@avozdaserra.com.br)
Frizão defende G-2 do grupo e busca subir no geral contra o Audax nesta quarta

O momento é de definições na Série B1 do Campeonato Carioca, a Taça Corcovado. Os jogos às quartas-feiras e sábados nessas próximas semanas poderão aproximar ou afastar as equipes do sonho do acesso à primeira divisão estadual, e por isso, cada partida será decisiva.

O Friburguense, por exemplo, possui duas missões principais nesse momento da competição: se manter no G-2 do grupo B e tentar ganhar posições na classificação geral, onde é quinto colocado, a cinco pontos do líder Bonsucesso.

“Estamos na briga e acho que temos que colocar na cabeça que precisamos buscar esses pontos fora de casa. A segunda divisão está bem disputada. Os times estão com uma forma muito parecida de jogar e se destacam pela qualidade dos jogadores. Nós já sabíamos que seria difícil. Precisamos jogar, descansar, se alimentar bem. A equipe que se preparar melhor nos quesitos descanso e alimentação vai se sobressair”, aposta o experiente Ziquinha.

O primeiro compromisso do Friburguense nesta reta final é o duelo com o Audax nesta quarta-feira, 4, às 15h, em Moça Bonita. O técnico Cadão ainda não poderá contar com o japonês Toshyia, e deve manter Maycon Douglas no ataque. O capitão Bidu, em fase final de recuperação de uma lesão, já foi entregue à preparação física, e pode reaparecer nas próximas semanas.

Frizão domina, pressiona, mas não fura a retranca do Artsul

Posse de bola, alternativas e movimentação. O Friburguense martelou, tentou de várias formas, mas não conseguiu furar o forte bloqueio do Artsul. O empate de 0 a 0 no último sábado, 31 de agosto, no estádio Eduardo Guinle, resumiu um jogo bastante truncado, amarrado pelo adversário e pela arbitragem, conivente com a cera dos visitantes.

“A gente sabia que seria um jogo difícil, até pelo o que o Artsul vem apresentando no campeonato. Fizemos algumas mudanças para tentar melhorar, e treinamos essas variações. Marcamos bem e controlamos o jogo, mas não conseguimos avançar muito. Mas temos que parabenizar a equipe pela entrega e dedicação durante o jogo. Infelizmente não conseguimos criar muitas situações de gols, e as que criamos, não aproveitamos. Até pelo o que produzimos nos primeiros jogos. Depois de 12 gols em três partidas, é natural se esperar um pouco mais do time”, avalia o técnico Cadão.

 A partir da próxima rodada, a competição entra em uma verdadeira maratona decisiva, com jogos às quartas e sábados, e tempo reduzido para ajustes e recuperação de jogadores. A hora da verdade se aproxima, e nesta quarta-feira, 4, o Friburguense viaja para enfrentar o Audax, às 15h, em Moça Bonita. O Tricolor segue na segunda colocação do grupo B da Taça Corcovado, com dez pontos, e é o quinto no geral, com 21, a cinco do líder Bonsucesso.

 “Se avaliarmos a tabela, principalmente no geral, todo mundo está muito próximo. Os jogos agora serão confrontos diretos. É decisão, mais do que nunca. São partidas disputadas e decididas nos detalhes. Precisamos nos preparar bem, com alimentação, descanso, para encarar a maratona e superar as dificuldades que virão pela frente”, finaliza o comandante.

Jogo de xadrez

Com a volta de Jorge Luiz, o Friburguense teve novamente o seu principal organizador no meio-campo para tentar retomar o rumo das vitórias no Campeonato Carioca da Série B1 – foram cinco em seis jogos antes do tropeço contra o São Gonçalo.

Por outro lado, o técnico Cadão perdeu o atacante Toshyia, que vinha numa crescente e havia participado direta ou indiretamente da maioria dos últimos gols marcados pela equipe.

Essas não foram as únicas modificações feitas por Cadão no time titular. Se uma mudança era retorno e a outra feita por contusão, a terceira foi por opção do treinador. Jeffinho ganhou a vaga de Wellington no meio, e voltou a formar dupla com Jorge, assim como na última temporada.

Logo nos primeiros minutos o Artsul mostrou que seria um adversário difícil. Forte fisicamente e com marcação encaixada, a equipe visitante dava poucos espaços para o Friburguense criar as jogadas. Maycon tentava na individualidade, mas sempre havia dois jogadores pela frente. Aos 14, o camisa 11 conseguiu o drible, mas perdeu o ângulo para o chute e cruzou. No rebote da zaga, Raniel arriscou da intermediária e levou perigo.

O Tricolor conseguiu ameaçar duas vezes pelo alto, na tentativa para Maycon, cortada pela defesa, e na cabeçada de Júlio César, à direita. No lance, o zagueiro se envolveu em um choque de cabeça e gerou preocupação no Eduardo Guinle, mas voltou a campo normalmente.

Na tentativa de incomodar um pouco mais a defesa do Artsul, Maycon passou a cair pelo setor direito. Mas foi pelo meio, na roubada de bola de Jorge e Vitinho, passe de Raniel e ajeitada de Jeffinho que o Frizão conseguiu fazer a bola chegar a Dedé. O artilheiro teve boa chance e bateu para fora.

Aos 43, Raniel costurou pelo meio, invadiu a área, mas bateu fraco. Um jogo de xadrez no primeiro tempo, onde o Tricolor pouco foi ameaçado, mas esbarrou num bom sistema defensivo.

A bola não entrou

O Friburguense voltou para o segundo tempo com Damião na vaga de Raniel. O Artsul também promoveu uma alteração, mas os desenhos em campo pouco mudaram. Bem como o panorama. O Tricolor trocava passes, girava a bola. Adiantou Digão, explorou as descidas de Diego Ibraim e a movimentação de Maycon pela esquerda.

No entanto, passados 20 minutos, não finalizou nenhuma vez com perigo ao gol adversário. Os visitantes, por sua vez, mantiveram a postura defensiva, valorizaram cada falta recebida e continuaram apostando no contra ataque para chegar à meta de Afonso.

Após o tempo técnico, Cadão tornou o Friburguense ainda mais ofensivo ao promover a entrada de Ziquinha na vaga de Digão. Maycon voltou para o lado esquerdo, na tentativa de abrir a fechada retranca rival. A posse continuou toda tricolor, com um jogo praticamente de ataque contra defesa.

Dieguinho também foi a campo para tentar organizar as jogadas ofensivas ao lado de Jorge Luiz. Foram várias as tentativas, por baixo e pelo alto, enquanto o Artsul apenas cozinhava o jogo. Mesmo depois das seis alterações e de muita cera para bater faltas, laterais e tiros de meta, o árbitro assinalou apenas três minutos de acréscimo. Um duelo amarrado e sem gols.

Taça Corcovado – 6ª rodada

Ontem, 3 - 15h

Gonçalense x Itaboraí, Alzirão (não encerrado até o fechamento desta edição)

Hoje, 4 - 15h

São Gonçalo x Bonsucesso, Alzirão

Sampaio Corrêa x Serra Macaense, Lourival Gomes

Nova Cidade x Campos, Joaquim Flores

Artsul x Duque de Caxias, Nivaldo Pereira

Angra dos Reis x Serrano, Jair Toscano

América x Tigres do Brasil, Giulite Coutinho

Audax x Friburguense, Moça Bonita

Goytacaz x Barra da Tijuca, Ary de Oliveira (20h)

 

Classificação

Grupo A

1º – Artsul, 13 pts

2º - São Gonçalo, 10 pts

3º - Sampaio Corrêa, 7 pts

4º – Goytacaz, 7 pts

5º - Olaria, 7 pts

6º – Angra dos Reis, 7 pts

7º - Nova Cidade, 7 pts 

8º - América, 6 pts

9º – Audax, 6 pts

10º - Gonçalense, 4 pts

Grupo B

1º – Duque de Caxias, 11 pts

2º - Friburguense, 10 pts

3º – Barra da Tijuca, 8 pts 

4º - Bonsucesso, 6 pts

5º - Itaboraí, 6 pts

6º - Serra Macaense, 5 pts

7º – Serrano, 2 pts

8º - Campos, 1 pt

9º - Tigres do Brasil, 1 pt

 

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