Friburguense pode ser punido em até R$ 100 mil

Queda de energia paralisou jogo realizado no dia 15 pela Copa do Brasil
segunda-feira, 06 de março de 2017
por Vinicius Gastin
Festa das luzes promovida pela torcida tricolor com celulares: queda de energia pode custar caro para o Friburguense
Festa das luzes promovida pela torcida tricolor com celulares: queda de energia pode custar caro para o Friburguense

O Friburguense pode sofrer mais um duro golpe nos tribunais, com a possibilidade de amargar algo além da derrota por 1x0 para o Oeste, que eliminou precocemente o Tricolor da Serra da Copa Brasil. O clube enfrentará nova batalha no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) nesta terça-feira, 7, por conta da queda de energia na partida do dia 15, pela competição nacional.

Na ocasião, o jogo ficou parado a partir dos dois minutos do primeiro tempo, depois que os refletores do estádio Eduardo Guinle se apagaram por completo. A falta de luz, que foi motivo de festa para a torcida e proporcionou um belo espetáculo com as luzes dos celulares, pode ter consequências negativas para o clube. De acordo com a súmula assinada pelo árbitro do jogo, Devarly Lira do Rosário, a paralisação durou 44 minutos.

O Friburguense foi enquadrado no artigo 211 do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva), que fala em “deixar de manter o local com infraestrutura necessária a assegurar plena garantia e segurança para sua realização”. A multa varia de R$ 100 a R$ 100 mil. Na ocasião da partida, o Tricolor alegou — e depois realmente atestou — que o problema partiu de uma subestação pertencente à empresa de energia, gerando um pique de luz e o consequente desligamento dos refletores. Essa comprovação, inclusive, deverá sustentar a defesa do clube perante os auditores do Tribunal.

Essa é a segunda vez em pouco tempo que o Tricolor da Serra terá que colocar o seu corpo jurídico em campo.  Às vésperas da decisão da Copa Rio, o Friburguense foi denunciado pela Portuguesa por conta de uma suposta escalação irregular do zagueiro Diego Guerra. O clube apresentou todos os argumentos possíveis — e bastante plausíveis dentro da interpretação das regras —, mas os auditores de todas as instâncias basearam-se apenas em datas, entendendo assim que o Frizão infringiu a regra. O time comandado por Merica venceu em campo, nos pênaltis, no Luso-Brasileiro, mas perdeu os pontos no tapetão e o título ficou com a Lusa Carioca.

 

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