Friburguense Lucas Siqueira é tricampeão estadual de futebol

“Volante Nutella”, jogador aumenta sua galeria de conquistas
quinta-feira, 04 de maio de 2017
por Guilherme Alt
Lucas comemora seu primeiro título com o Vozão, seu terceiro estadual consecutivo
Lucas comemora seu primeiro título com o Vozão, seu terceiro estadual consecutivo

Tem Friburguense gritando “campeão”, ou melhor, tricampeão. Ontem, o jogador do Ceará, Lucas Siqueira, conquistou o campeonato cearense e pela terceira vez consecutiva foi campeão estadual. Em 2015, Lucas foi campeão carioca pelo Vasco e no ano passado, campeão paraense, pelo Paysandu.

Em meio à folga merecida, junto à esposa, Lucas conversou com o A VOZ DA SERRA, num papo descontraído.

Campeão no Rio, Pará e no Ceará. Lucas, você está jogando War?
Verdade! Estou conquistando territórios. Por enquanto estou conquistando o Brasil (risos).

Qual é o próximo objetivo a ser conquistado?
É provável que eu não fique no Ceará. Então, agora vou me dedicar aos objetivos do meu novo clube.

Já sabe pra onde vai?
Prefiro não falar no momento. Estamos na fase das conversas, não tem nada definido.

Você parece não ter problemas para se adaptar às diferentes regiões que frequentou. Qual foi a maior dificuldade ao chegar nesses lugares?
Quando cheguei em Belém, me chamou a atenção a chuva amazônica, que cai todos os dias. As comidas exóticas como tacacá, maniçoba e açaí com peixe, também foram uma grande experiência à parte. Lá se fala muito a expressão "Égua!", "Pai d'égua", que é como o "caraca" do carioca. No Ceará, também não encontrei dificuldades na adaptação. Talvez o mais difícil tenha sido aprender o "cearês", com as expressões e gírias locais. Por exemplo, “vendedor de dindim", que não é agiota, e sim quem vende sacolé, aqui no Ceará.

Lucas, o volante “Nutella” é o cara que marca bem, faz poucas faltas, sabe dominar uma bola, sair jogando e faz gol. O volante “Raiz” chega duro nas jogadas, recebe muitos cartões amarelos e vermelhos, tira a bola e toca de lado, faz muita falta e não faz gol. Você se considera um volante Raiz ou um volante Nutella?
Neste caso me considero um volante Nutella (risos). Tenho por característica fazer poucas faltas e não tomar cartão. Prezo pelo fair play, fazer gol e apresentar um bom futebol.

Alguma jogada ou gol no campeonato cearense que você considera marcante?
O jogo que mais me marcou foi o que fiz o primeiro gol pelo Ceará. Foi contra o Guarany de Juazeiro. Vencemos por 2 a 1.

O que você pode dizer sobre da diferença de nível dos campeonatos estaduais que você disputou e ganhou? Qual foi o mais complicado?
Todos os campeonatos têm suas particularidades e graus de dificuldade. O título estadual mais difícil que conquistei foi com o Vasco, em 2015. Só de clássicos são no mínimo três, contra três grandes rivais (Fluminense, Botafogo e Flamengo). Mas tanto o carioca como o paraense e o cearense são campeonatos bastante disputados. Ainda mais se tratando dos clássicos. Em Belém, o RePa (Remo x Paysandu) arrasta milhares para o Mangueirão. Assim como o cearense pega fogo entre Ceará e Fortaleza, na Arena Castelão. Além desses confrontos, os jogos no interior dos estados são bem complicados. Onde nem sempre pegamos bons gramados e jogamos contra times que são fortes em seus domínios!

Um jogador do Ceará considera que a família é sua Fortaleza?
Mesmo sendo o nosso maior rival, nossa família sempre "Ceará" nossa fortaleza (risos).

Pelo que você vivencia em treinos e jogos do time, a série A é logo ali ou existem outros times no páreo?
O Ceará é um dos favoritos ao acesso, mas a série B é um campeonato muito equilibrado e longo. É preciso muito empenho e dedicação para a série A estar "logo ali".

Que times você considera os principais adversários na luta pelo acesso à série A?
É difícil falar porque o campeonato ainda nem começou. As equipes ainda estão se formando. Como eu disse, é um campeonato longo e equilibrado. Todos os times podem surpreender.

A energia no estádio é outra, quando está lotado?
Sem dúvidas. A torcida faz a diferença fora e dentro dos campos. É o 12º jogador.

O que é mais importante: as orientações do técnico, jogar com o apoio da torcida, o time estar unido ou conseguir os três pontos?
O mais difícil é unir todos esses quesitos. Mas quando eles entram em harmonia, o objetivo é alcançado.

Qual pergunta o jogador odeia responder?
Qualquer tipo de pergunta que tente diminuir o trabalho de meus companheiros. Os tipos de pergunta "maliciosa" que tentam implantar coisas negativas dentro do grupo.

Lucas, você é praticamente um Deco. Por onde passa, conquista títulos. Você se considera um amuleto da sorte?
Apesar de ser campeão por todos os times que joguei, até agora, não me considero um amuleto da sorte.  

Conquistas

2009:    Campeonato carioca série C – Sampaio Corrêa, de Saquarema

            Taça João Ellis Filho – Friburguense

2011:     Acesso à série A do campeonato carioca – Friburguense

2014:    Campeão brasileiro da série C – Macaé

2015:    Campeão carioca – Vasco

2016:    Campeão paraense – Paysandu

            Campeão da Copa Verde – Paysandu

2017:    Campeão cearense – Ceará

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