Friburgo Vôlei Master volta do Brasileiro sem troféus

Equipe +45 chegou a avançar para as oitavas de final, enquanto a +35 ficou na primeira fase
quarta-feira, 21 de novembro de 2018
por Vinicius Gastin
Equipe fruburguense foi às oitavas de final na categoria 45+
Equipe fruburguense foi às oitavas de final na categoria 45+

Se não deu para trazer o troféu ou algum lugar no pódio, os dois times de voleibol master de Nova Friburgo retornaram do Campeonato Brasileiro da modalidade com histórias ainda mais valorosas. A experiência e a oportunidade de participar por mais um ano do evento, realizado no Centro de Desenvolvimento de Voleibol (CDV), em Saquarema, e organizado pela Confederação Brasileira de Voleibol, pode ser considerada como uma grande conquista.

A equipe +45, inclusive, chegou a avançar para as oitavas de final, enquanto a +35 ficou na primeira fase. O Corinthians sagrou-se campeão em ambas as categorias.

A equipe do Friburgo Vôlei Master, formada basicamente por atletas de Nova Friburgo e Teresópolis, esteve no grupo C da competição, ao lado de Corinthians, To View RVM, Guarda Municipal Rio e Fera Americano. Logo no jogo de estreia, vitória sobre o Fera Americano por 2 a 1, com parciais de 25-21, 14-25 e 15-11.

No embalo, o time friburguense derrotou também o To View RVM, desta vez por 2 a 0, com parciais de 25-17 e 27-25. O terceiro desafio selou a classificação para a fase seguinte, através da expressiva vitória por 2 a 0 sobre a equipe da Guarda Municipal do Rio de Janeiro, com dupla parcial de 25-17. A única derrota na fase inicial foi para o Corinthians, por 2 a 0 (com um duplo 25-15).

Na fase de oitavas de final, o Friburgo Vôlei Master encarou o C3B, do estado de Alagoas. A equipe alagoana venceu o primeiro set por 25 a 21, e o time friburguense reagiu no segundo, fechando em 27-25. No set desempate, entretanto, o Friburgo sentiu o desgaste e acabou perdendo por 15-8.

Na grande final da categoria, o Corinthians buscou um placar adverso contra o MG Master para ficar com o título do Vôlei Master 2018. O time paulista saiu atrás ao perder o primeiro set por 22-25. No segundo set os paulistas venceram por 25-19 e levaram a decisão para o tie-break.

Os mineiros pularam na frente e chegaram a abrir 14-11, mas o alvinegro paulista virou o jogo e venceu por 16-14, fechando em 2 a 1 e conquistando o título da categoria 45+. Na disputa do terceiro lugar, o Canto do Rio Mundovolei (RJ) venceu a Equipe Light (RJ) por 2 a 1 (20/25, 25/23 e 15/13) e ficou com o bronze.

Na categoria que reuniu os atletas com menor idade no Vôlei Master 2018, 35+ masculina foi a que apresentou os jogos com o melhor índice técnico. Por isso, a conquista do Corinthians foi bastante valorizada e comemorada.

A categoria teve 40% dos jogos definidos no terceiro set, e viu uma vitória com propriedade do alvinegro paulista na grande final, diante do Castelo CSSA (RJ). O placar de 2 a 0 foi construído com as parciais de 25-18 e 25-23. O título do Parque São Jorge foi o primeiro na categoria 35+ no Vôlei Master para equipes paulistas.

Na categoria, o Friburgo Master Vôlei, comandado por Sabrina Calderaro, esteve no grupo A, ao lado de Canto do Rio, RVM, Safetycar e MVC Millenium. No jogo de estreia, o time friburguense foi derrotado por 2 a 1 pelo MVC, apesar de ter vencido o primeiro set por 25-21. O adversário cresceu na partida, e venceu o segundo por 25-16, fechando a partida com um 15-11 no set desempate.

No segundo duelo, a história se repetiu: o Friburgo Vôlei começou na frente do RVM, com a parcial de 25-14, mas levou a virada com um 25-21 no segundo set e 15-13 no terceiro. Na partida de número três, o mesmo roteiro: 25-19 sobre o Safetycar no set inicial, com virada do adversário com as parciais de 25-18 e 15-8. No último compromisso desta edição, derrota por 2 a 0 para o Canto do Rio, com as parciais de 25-14 e 25-19.

O Campeonato Brasileiro reúne anualmente cerca de três mil atletas e praticantes de vôlei acima dos 35 anos. A competição é dividida em 16 categorias: 35+, 40+, 45+, 50+, 55+, 59+ e 63+ tanto no feminino quanto no masculino, e 67+ e 70+ apenas entre as mulheres. Foram 185 equipes de 16 estados diferentes além de representantes de Peru e Argentina.

A competição começou com os torneios de quadra das categorias 35+, 45+ e 55+, e as demais categorias entraram em ação no fim de semana seguinte. Por ser o estado sede da competição o Rio de Janeiro teve o maior número de representantes com 73 times.

As demais unidades da federação presentes são: Ceará (quatro equipes), Distrito Federal (17 equipes), Espírito Santo (12 equipes), Goiás (quatro equipes), Minas Gerais (20 equipes), Mato Grosso (duas equipes), Pará (três equipes), Paraíba (uma equipe), Paraná (sete equipes), Rio Grande do Sul (nove equipes), São Paulo (19 equipes), Tocantins (uma equipe), Alagoas (duas equipes), Bahia (cinco equipes) e Santa Catarina (duas equipes).

De acordo com o regulamento da competição nacional, para participar em cada categoria o atleta deve ter a idade completa ou completá-la no ano da competição, independente de dia e mês. Cada equipe inscreveu até 20 jogadores, e as partidas foram disputadas de acordo com as regras oficiais de jogo da Federação Internacional de Voleibol (FIVB) em vigor, com algumas exceções.

Foram permitidas, por exemplo, até 12 substituições no mesmo set. Os jogos foram disputados em melhor de três sets, dois de 25 e um de 15 pontos se houver necessidade. A altura da rede é a oficial, ou seja, de 2,43 metros para o masculino e de 2,24 metros para o feminino.

A cada equipe classificada em primeiro, segundo e terceiro lugares de cada categoria foram oferecidas 20 medalhas e um troféu correspondente com as denominações de campeão, vice-campeão e terceiro lugar.

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