Energia vai continuar com bandeira amarela em janeiro

Consumidor pagará R$ 1,34 a mais para cada 100 kWh consumidos
segunda-feira, 30 de dezembro de 2019
por Jornal A Voz da Serra
Energia vai continuar com bandeira amarela em janeiro

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgou no fim da tarde de sexta-feira, 27, que a bandeira tarifária para janeiro de 2020 continuará amarela, o que significa um custo extra de R$ 1,343 para cada 100 quilowatts-hora consumidos.

De acordo com a Aneel, “a bandeira permanece amarela em razão do baixo nível de armazenamento dos principais reservatórios do Sistema Interligado Nacional (SIN) e pelo regime de chuvas significativamente abaixo do padrão histórico”.

Uma das explicações para a manutenção da bandeira amarela é o verão que começou dia 22 e vai até março, com elevadas temperaturas, principalmente no litoral brasileiro - região mais procurada no período em virtude das férias escolares. O calor aumenta o consumo de energia com o uso mais frequente de equipamentos como o ar-condicionado.

Para uso desses aparelhos, a Aneel recomenda “não deixar portas e janelas abertas em ambientes com ar condicionado; manter os filtros limpos; diminuir ao máximo o tempo de utilização do aparelho de ar condicionado; e colocar cortinas nas janelas que recebem sol direto”.

Tarifas

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado em 2015 e utiliza as mesmas cores dos semáforos (verde, amarela e vermelha) para indicar se haverá ou não acréscimo no valor da energia a ser repassada ao consumidor final, em função das condições de geração de eletricidade.

No caso da bandeira amarela, a indicação é de condição intermediária de geração de energia nas usinas hidrelétricas, devido o volume de água nos reservatórios. A previsão é de que as chuvas no primeiro mês de 2020 vão elevar gradativamente o nível de água dos principais reservatórios, mas ainda em patamares abaixo da média histórica.

A situação exige o acionamento das usinas termelétricas, movidas a petróleo e mais onerosas, “com impactos diretos na formação do preço da energia (PLD) e nos custos relacionados ao risco hidrológico (GSF)”, assinala a Aneel. Assim a tarifa terá acréscimo de R$ 0,01343 para cada quilowatt-hora (kWh) consumido em relação aos preços quando a bandeira é verde.

 

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