Encontro encerra celebrações pelos 200 anos da chegada dos suíços

Mais de 150 descendentes participaram de eventos no fim de semana
segunda-feira, 18 de novembro de 2019
por Fernando Moreira (fernando@avozdaserra.com.br)
O prefeito Renato Bravo com o cônsul geral da Suíça, Rudolf Wyss (Divulgação PMNF)
O prefeito Renato Bravo com o cônsul geral da Suíça, Rudolf Wyss (Divulgação PMNF)

 

Anualmente, Nova Friburgo celebra e homenageia as dez colônias dos povos formadores do município. Uma das mais festejadas, especialmente neste 2019, a colônia suíça promoveu uma série de encontros, eventos e atividades para celebrar os 200 anos da chegada dos primeiros imigrantes do país helvético à então Fazenda do Morro Queimado, a atual Nova Friburgo. As celebrações ocorrem desde o início do ano e chegaram ao fim no último sábado, 16, data exata do bicentenário da chegada do primeiro grupo de suíços vindos do Canton de Fribourg.

Apesar das atividades já realizadas no primeiro semestre deste ano, a programação se intensificou com a celebração do Dia Nacional da Suíça, em 1º de agosto, e a realização do Agosto Suíço, um mês dedicado ao país europeu e sua forte influência na cultura e no desenvolvimento de Nova Friburgo.

Homenagens 

Na última sexta-feira, 15, foi inaugurada uma placa na Praça Dermeval Barbosa Moreira em alusão aos 200 anos da chegada dos primeiros suíços. Participaram da solenidade o secretário de Gabinete da prefeitura, Wilton Neves; o vice-prefeito e secretário de Saúde, Marcelo Braune, o presidente da Associação Nova Friburgo-Fribourg, Geraldo Thurler, além do cônsul-geral da Suíça no Rio de Janeiro, Rudolf Wyss, e uma comitiva de suíços. “É muito importante a retomada da aproximação dos suíços com os brasileiros. Neste bicentenário, o que mais importa é que esta aproximação se estenda por anos e anos, pois só engrandece Nova Friburgo”, declarou o vice-prefeito Marcelo Braune.

No sábado, 16, tiveram continuidade as comemorações iniciadas na última quinta-feira, 14, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. A comitiva de suíços e autoridades locais ainda fizeram uma visita à sede da Associação Friburguense de Amigos e Pais do Educando (Afape), onde foram realizadas apresentações musicais e de danças típicas da Suíça.

Um dos ápices da celebração foi o desfraldar de uma bandeira, com a junção das bandeiras do Brasil e da Suíça, e o sino que foi trazido pelos caminhantes que fizeram o “Caminho dos Imigrantes”. Ambos marcam a união entre os povos.

O comandante-geral do Corpo de Bombeiros, general honorífico Roberto Robadey, representou o governador Wilson Witzel e, muito emocionado, discursou sobre a saga dos seus antepassados, incluindo os Musy, Schwartz, Cosandey, e Lugon-moulin.

Grande encontro 

Ainda no sábado, o Colégio Anchieta sediou o Encontro Folclórico das Famílias dos Imigrantes Suíços, com apresentações dos grupos folclóricos Swissando e Trinkiergruppä Helvetia. A abertura foi marcada por uma apresentação na entrada do colégio e no jardim interno, onde foi realizada uma cerimônia. Também foi possível prestigiar uma exposição de fotos que retratam a colonização suíça em Nova Friburgo. Mais de 150 representantes de famílias suíças participaram do evento, tudo regado a muita música e danças típicas.

Os 200 anos da chegada 

A história de Nova Friburgo teve seu início em 1818, quando Dom João VI autorizou, por decreto, a imigração de 100 famílias suíças provenientes, principalmente, do Cantão de Fribourg, para a colonização agrícola da Fazenda do Morro Queimado. Do total de 2.006 emigrantes que saíram da Suíça, somente 1.621 chegaram à Nova Friburgo. Devido às condições precárias antes e durante a viagem que agravaram o estado de saúde da população, 385 pessoas morreram no percurso.

 

 

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