Empregos com carteira assinada em Friburgo crescem no primeiro semestre

Indústria e serviços foram os setores que mais geraram vagas na cidade nos seis primeiros meses deste ano
quarta-feira, 31 de julho de 2019
por Alerrandre Barros (alerrandre@avozdaserra.com.br)
Empregos com carteira assinada em Friburgo crescem no primeiro semestre

 

O mercado de trabalho em Nova Friburgo criou 575 empregos com carteira assinada no primeiro semestre deste ano, um aumento de 2,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foram geradas 562 vagas. O saldo positivo resulta de 8.956 contratações contra 8.381 demissões, informa o último balanço do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério da Economia. 

Esse crescimento nos empregos formais foi gerado, sobretudo, pela indústria, com a criação de 313 vagas de janeiro a junho. Em seguida, vem o setor de serviços, com 257 novos postos de trabalho, seguido pela administração pública, com 109 oportunidades de emprego geradas. O comércio só criou duas oportunidades neste período. A construção civil, por outro lado, teve o pior desempenho entre os demais setores: encerrou 93 empregos com carteira assinada no último semestre.  

No mesmo período do ano passado, a construção civil havia sido o segundo setor da economia friburguense que mais abriu vagas. Foram 132 de janeiro a junho de 2018. A indústria, em primeiro lugar, gerou 328 postos de trabalho. A administração pública e o setor de serviços criaram, no primeiro semestre do ano passado, 115 e 66 vagas, respectivamente. Já o comércio apresentou resultado negativo, fechando 66 oportunidades de trabalho formais. 

Apesar do aumento no número de vagas com carteira assinada no acumulado dos primeiros seis meses deste ano, o mês de junho, quando analisado em separado, terminou com saldo negativo em Nova Friburgo. De acordo com o Caged, foram fechadas 50 vagas, resultado de 512 contratações contra 555 demissões. As vagas foram fechadas, principalmente, pela indústria (- 43 oportunidades), seguida da construção civil (- 7), comércio (- 3) e administração pública e agropecuária, com menos duas vagas cada. O setor de serviços foi o único que abriu vagas formais em junho: apenas cinco no total. 

O saldo negativo de empregos formais no mês de junho foi pior que maio, quando 36 postos de trabalho foram encerrados na cidade. Até maio, a balança das vagas com carteira assinada estava oscilando: em janeiro (- 61 vagas), fevereiro (+ 491), março (- 100), abril (+ 331) e maio (- 36). Junho também fechou no negativo (- 50). No acumulado até agora, contudo, o saldo é positivo, com geração de 575 vagas, conforme o Caged. 

Estado com semestre negativo

Já o estado do Rio de Janeiro encerrou o primeiro semestre deste ano com saldo negativo na geração de empregos formais. Foram 5.725 mil vagas de trabalho a menos, o que indica que a economia fluminense ainda sofre os reflexos da crise. Esse resultado, porém, é melhor do que o registrado no mesmo período do ano passado. De janeiro a junho de 2018, o Rio de Janeiro fechou 10.671 postos com carteira assinada, quase o dobro deste ano. 

Embora o saldo do semestre ainda esteja negativo, a geração de empregos no mês de junho cresceu, informa o Caged, com a abertura de 2.341 novas vagas de trabalho com carteira assinada. Sete, dos oito setores da economia, fecharam o mês com saldo positivo no estado. O melhor resultado no estado foi registrado na construção civil, com abertura de 1.219 novos postos de trabalho. Outros destaques foram a indústria (+ 830 vagas) e o setor de serviços (+ 823). O comércio, porém, fechou, sozinho, 1.134 empregos com formais em junho.  

Saldo positivo no Brasil 

Segundo o Caged, no Brasil foram criados 408.500 novas vagas formais nos primeiros seis meses de 2019, resultado superior ao mesmo período do ano passado, quando foram gerados 392.461 empregos. Já o mês de junho registrou, sozinho, 48.436 empregos formais, o melhor resultado registrado para o mês desde 2013. 

Seis setores da economia tiveram resultado positivo no mês analisado: destaque para serviços (+ 23.020 postos), agropecuária (+ 22.702) e construção civil (+ 13.136). Por outro lado, dois setores apresentaram resultado negativo no mês: comércio (- 3.007 postos) e indústria (- 10.988 postos).

"Os dados do Caged indicam que teremos resultado melhor em 2019 que o de 2018. A liberação dos saques do FGTS e outras medidas possibilitarão a retomada de saúde financeira dos consumidores, que poderão pagar as suas dívidas e retornar ao mercado de consumo", avaliou o secretário de Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Dalcolmo

Para Dalcolmo, o resultado obtido em junho é positivo, mas ainda está longe de ser o ideal. Ele destacou os desafios para a recuperação da economia brasileira, citando inclusive a importância da reforma previdenciária. "Os desafios são brutais, pois o país está saindo da maior recessão da história. Nem mesmo a Nova Previdência é suficiente para corrigir problemas, mas ela é indispensável para encaminhar outras mudanças, que incluem inclusive a reforma tributária", afirmou.

 

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