Economizar é a solução

sexta-feira, 16 de março de 2018
por Jornal A Voz da Serra

DADOS DO Banco Central mostram que os compromissos com cartões de crédito, cheque especial empréstimos bancários, gastos com habitação e financiamentos rurais das pessoas físicas preocupam os cidadãos.  

EMBORA grande, os economistas reconhecem que o nível de endividamento das famílias está dentro do razoável se comparado ao de países como o Chile e os Estados Unidos, nos quais o nível de endividamento beira os 100%. A dívida do brasileiro passa de 30% do PIB (Produto Interno Bruto), a soma da riqueza produzida no país, O cartão de crédito continua como a principal fonte desse endividamento, utilizado por 63,1% das famílias analisadas, seguida pelo financiamento de carro (22,4%), carnês (15,6%) e financiamento de casa (15,1%).

ALÉM DAS dívidas, a população também convive com a alta dos alimentos e o perigo sempre presente da inflação. Na prática, a dona-de-casa, o trabalhador e o aposentado convivem com realidades diferentes das apresentadas pelo Palácio do Planalto ainda que o quadro da economia tenha evoluído com expectativa de melhora para este ano.    

A ARMADILHA do crédito fácil está pegando os consumidores e os economistas temem agora a escalada do endividamento. Muita gente se deixa atrair pelas facilidades de acesso ao crédito e pelo alongamento das dívidas sem se atentar que os juros bancários no Brasil são muito altos. Quanto maior for o prazo, mais cara será a dívida.

O CENÁRIO não é muito animador. As elevadas taxas de juros e o fim das reduções de impostos oferecidas pelo governo federal estão afastando o consumidor das compras a prazo. Poupar e pechinchar ainda são a melhor solução. Porém, falta dinheiro e os sinais de aumento da renda nacional ainda ficam por conta das estatísticas e não do que realmente se passa no seio da família brasileira.

A SOLUÇÃO é continuar pisando no freio do consumo e aguardar oportunidades que sejam vantajosas e, não, simplesmente se encantar com as facilidades do crediário a longo prazo. A hora, mais que gastar, é de economizar, evitando-se os supérfluos e focando os hábitos de consumo apenas nos itens indispensáveis, esperando o momento oportuno para fazer novas compras. É o que se deve fazer.

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