“É consertar num dia e estragar no outro”, diz Faol sobre vandalismo em ônibus

Entradas USB, encostos de cabeça, poltronas e letreiros de proibido fumar são alguns dos alvos
quarta-feira, 25 de setembro de 2019
por Guilherme Alt (guilherme@avozdaserra.com.br)
Entrada USB de um ônibus inutilizada (Foto: Guilherme Alt)
Entrada USB de um ônibus inutilizada (Foto: Guilherme Alt)

Que o transporte público não está deixando a população contente, já sabemos. O que também sabemos, mas pouco falamos é que, apesar do serviço ser um descontentamento para grande parte dos friburguenses, uma pequena parte tem contribuído para a precariedade do transporte público da cidade.

É comum flagrar em diversos veículos da Nova Faol bancos com problemas no estofamento, pichações, avisos de proibido fumar roubados, parafusos soltos e entradas USB com defeito ou arrancadas. Esses problemas, de acordo com a direção da empresa, são provocados por usuários sem o menor compromisso com o senso de coletividade.

“Durante três meses nós tentamos manter as entradas USB funcionando, mas era consertar e logo depois vinha um usuário e quebrava outra vez. Quando não arrancam, botam palitos ou chicletes, então desistimos de consertar. Inclusive, os ônibus novos que chegam ainda este ano virão sem essas entradas. Um aparato que era pra ser benefício para a população agora foi suprimido por conta de poucas pessoas que não sabem agira de forma coletiva”, lamentou o diretor da empresa, Paulo Valente.

O diretor continuou afirmando que já na primeira semana estragaram várias entradas e que o conserto só é feito para passar na vistoria anual do Detran. “Depois da vistoria fica tudo funcionando, mas por pouco tempo e quando volta a quebrar a gente deixa quebrado porque não é uma peça de uso obrigatório. A população é quem paga pelo conserto e não é justo gastar esse dinheiro por conta de quem não tem respeito com o transporte público”.

Além das entradas USB, os relatos de encostos de cabeça que são arrancados, rasgados, além das manivelas que da saída de emergência que estão quebradas.

“A ação de uma meia dúzia prejudica toda a população”, finalizou Paulo Valente.

 

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