Dupla de pilotos do FKC participa do Brasileiro de Rental Kart

Projeto de fortalecimento do kartismo prossegue em Friburgo
quarta-feira, 30 de outubro de 2019
por Vinicius Gastin
Atletas do município, em meio a outros tantos dos mais variados cantos do país, trazem boas vivências e experiências
Atletas do município, em meio a outros tantos dos mais variados cantos do país, trazem boas vivências e experiências

Enquanto o projeto do kartódromo em Nova Friburgo é trabalhado nos bastidores, o Friburgo Kart Clube (FKC) segue em atividade, e aos poucos, vai escrevendo uma bela história através de seus pilotos. Dois dos principais destaques da equipe, Kleber Tavares e Rômulo Leite, participaram da próxima edição do Campeonato Brasileiro de Rental Kart, que aconteceu em Cotia, São Paulo, no início do mês. Kleber é um dos fundadores do FKC e atualmente é presidente da Associação Friburguense de Kart (AFK). 

Além da competição nacional, o piloto participa de dois campeonatos, ocupando a sexta posição no FKC e o segundo lugar no Campeonato Serrano de Kart Amador (CSKA), na categoria K13 - Novatos. Rômulo também integra o staff da equipe friburguense, e ocupa a segunda posição do campeonato do grupo. Já no CSKA, ele é um dos líderes na categoria K1 - Graduados. 

No início deste ano, Rômulo participou pela primeira vez da Copa América de Kart Indoor, realizada em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, e conquistou uma excelente colocação, ficando em quinto lugar na competição.

“Chegamos em Cotia antes, com o objetivo de fazer o reconhecimento da pista e dos karts. Ficamos impressionados com a estrutura e qualidade no atendimento e organização. Como chegamos uma hora e meia antes do horário do treino, andamos para conhecer tudo. Marcamos esses treinos cerca de dois meses antes, pois a demanda é grande. Fizemos o certo, pois pegamos grids lotados. Ao sentar no kart, notamos que a posição de pilotagem do kart era diferente do que estávamos acostumados. O volante é mais inclinado, mas foi moleza de entender o funcionamento. Com relação a potência dos karts (13hp) eram semelhantes com os do KIG. Pneus meia vida permitiam que exigíssemos dos karts nas curvas, sem provocar “rodadas”. Foram 20 minutos de treino”, relata Kleber.

Outros seis treinos foram realizados antes das provas. No primeiro dia de competição, Kleber Tavares largou em segundo lugar, por conta do critério de sorteio dentre os 30 pilotos. Logo na primeira corrida, conseguiu andar menos de um segundo do líder. “Consegui largar bem, porém no final da reta perdi três posições, caindo para quinto lugar e iniciando a descida na sequência de curvas. Consegui ultrapassar dois pilotos, conquistando assim a terceira posição. Após essas curvas, na segunda maior reta do traçado, deixei espaço e perdi a terceira posição, mas com a aceleração certa consegui ultrapassar e ocupar novamente a terceira posição no miolo. Ao fazer a curva para o início da subida, fui tocado por trás e fui parar nos pneus”, conta.

Já Rômulo Leite, após fazer uma boa largada, conseguiu se posicionar entre os primeiros, na quinta posição, mas foi surpreendido por um piloto que forçou na entrada da terceira curva, tocando na parte traseira direita do kart, fazendo o veículo rodar. Após ter que esperar todo o pelotão passar, a fim de evitar acidentes, manobrou o kart e continuou a corrida, em último lugar. “Mesmo distante, foi possível efetuar três ultrapassagens, o que diminuiu muito pouco o prejuízo, chegando na 24ª posição”, pontua.

Na segunda corrida, Kleber largou em penúltimo, através do critério de largada invertida da primeira corrida, e terminou em 21º lugar. Rômulo saiu em 24º e fez uma boa corrida de recuperação, efetuando oito ultrapassagens e terminando a prova em 15º. 

Na corrida Série 3, Kleber saiu para a superpole (hotlap) em um traçado que eu não conhecia, mas teve um problemas. Trocou a viseira fumê que usava durante o dia para a cristal, e ela embaçou, obrigando a correr com a viseira entreaberta. Após largar na 19ª posição, terminou em 22º lugar. 

Rômulo também não teve muita sorte, e pegou um kart abaixo da média, piorando o próprio tempo em mais de um segundo. Abandonou a prova, sem ter condição de continuar, quando estava na última posição. 

Na quarta bateria, já em outro dia, Kleber Tavares largou em 4º lugar, no critério de posição no campeonato. “Não me adaptei ao traçado e tive problemas na largada e perdia muito tempo na ‘negativa’ (primeira curva fechada com sequências de curvas), e novamente uma corrida de recuperação. Infelizmente esqueci o cartão de memória da GoPro não conseguindo assim usar a câmera para fornecer mais detalhes. Terminei em 24º lugar”, explica. 

Rômulo fez uma prova mais interessante, com um kart mediano, e terminou a prova em 10º lugar dentre os 26 karts do grid. “Neste momento tive certeza de que a classificação para a final e até um possível título eram plenamente possíveis, considerando a distância próxima do primeiro colocado e o rendimento em toda bateria”, disse. 

Veio então o quinto desafio, e Kleber Tavares, na quinta e última corrida classificatória, novamente atrás da superpole (hotlap), encarou um traçado novo e se adaptou bem, devido aos treinos nos dias anteriores. Largou em 15º lugar e, apesar de ter perdido algumas posições, terminou em 20º lugar. 

“Infelizmente devido a um acidente na curva 4 (os dois karts ficaram atravessados na minha frente e não consegui desviar a tempo), perdi três posições. Mesmo assim, foi minha melhor corrida. Foram seis dias intensos, sendo cinco dias de treinos, tomada de tempo, corridas, networking, tensão, cansaço e muito mais. No último dia, mesmo não conseguindo ir para a final (somente os 20 primeiros seguiriam para a final, terminei em 24º), veio o cansaço e as dores no corpo, reflexo de todos esses dias de treinos e competição. Experiência de fato conquistada através de muito suor e uma mistura de raiva e felicidade, pelo desfecho de cada corrida. Agora é preparar para voltar em 2020, bem mais preparado e mais leve, mas foi uma experiência única de assistir e competir com os melhores pilotos do kart indoor do país. A ideia é levarmos mais pilotos, treinados com o que observamos e vivenciamos lá, para que possamos colocar o Friburgo Kart Clube no cenário nacional do kartismo amador”, contou. 

Rômulo, terminou em 11º dentre os 26 pilotos que corriam na bateria. “Foi mais uma corrida satisfatória, com um kart mediano e o suficiente para sair satisfeito com o rendimento próprio. Foi um campeonato muito bacana, onde pude encontrar amigos de diversos estados, principalmente do Rio Grande do Sul, onde tive o prazer de correr a Copa América. Entretanto, não gostei de algumas coisas, como equipamentos (karts) e sistema de punição da direção de prova. É um evento muito bacana, vale a pena correr e levar o nome da cidade de Nova Friburgo, dos nossos patrocinadores que nos apoiaram e do FKC para todo o Brasil, visto que foram aproximadamente quatrocentos pilotos de 18 estados do Brasil, além de amigos, familiares, telespectadores e apaixonados pelo automobilismo e pelo esporte. Mais um grande aprendizado para outras competições. Continuamos na busca da vitória, sempre”, conclui.

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