Domingo com mais um Desafio da Mata Atlântica

Percurso repete colonizadores suíços e transforma atletas em verdadeiros desbravadores
sábado, 21 de julho de 2018
por Vinicius Gastin
 Prova reuniu dezenas de competidores em 2017, foi sucesso e terá nova edição este ano
Prova reuniu dezenas de competidores em 2017, foi sucesso e terá nova edição este ano

Como verdadeiros desbravadores, atletas friburguenses e de toda a região terão um percurso à altura de uma grande aventura para vencer no próximo domingo, 22, quando será promovida a segunda edição da prova “Desbravadores: o Desafio da Mata Atlântica”, exigindo resistência, técnica, vontade e espírito coletivo, dependendo da categoria escolhida. São quatro as opções de distância para o evento de 2018: 60, 32 e seis quilômetros solo e 54 quilômetros em revezamento (quarteto livre ou feminino).

“Há 200 anos, 261 famílias de colonizadores suíços desbravaram as matas da Região Serrana e, enfrentando todos os riscos do percurso, se instalaram em Nova Friburgo. Corredores de todo o Brasil terão a possibilidade de reviver este glorioso momento e percorrer 60 quilômetros por trilhas e estradas em mata fechada em área completamente preservada onde algumas árvores chegam a 40 metros de altura. São verdadeiras escaladas que os levarão a quase 1500 metros de altitude, vales cortados pelo rios, de águas geladas e cristalinas”, diz o texto que descreve a prova.

A corrida terá a maior parte do percurso em terreno que reúne desafios, é verdade, mas que proporciona a oportunidade de apreciar toda a beleza da Mata Atlântica de Nova Friburgo, com algumas espécies animais e vegetais que somente são encontrados na região.

Para superar os 60 quilômetros da prova, os atletas irão largar da Praça Marcílio Dias, no Paissandu, às 7h, numa altitude de 728 metros, e terão que enfrentar longas subidas até chegar  à 1.400 metros, entrando numa região de topografia montanhosa. A prova de revezamento de 54 quilômetros será dividida em quatro trechos, com três áreas de transição, onde acontecem as trocas dos atletas. O deslocamento para os locais de transição fica a cargo de cada equipe.

O primeiro, segundo e o quarto atleta correrão aproximadamente 11 quilômetros, enquanto o terceiro atleta vai percorrer aproximadamente 21 quilômetros. O primeiro posto de troca fica na antiga linha ferroviária, próximo ao Hotel Garlipp, no distrito de Mury. Já o segundo em Theodoro de Oliveira, ao lado da Patrulha Rodoviária. O terceiro posto será também na antiga linha ferroviária, próximo ao hotel, em Mury, já no sentido de retorno.

Na prova de revezamento, de 54 quilômetros, as equipes poderão ser livres (masculinas ou mistas) e femininas. Para prestigiar os veteranos, haverá uma categoria especial, a Over 200, onde a soma da idade dos quatro corredores deverá somar mais de 200 anos.

Para a prova de 32 quilômetros, a largada vai acontecer às 9h, na Patrulha Rodoviária de Theodoro, no alto da Serra dos Três Picos, passando por Macaé de Cima e chegando no Paissandu. Já a de seis quilômetros terá aproximadamente 50% do percurso pela mata, descendo a serra, e o restante de subida pela estrada, com largada e chegada em Theodoro de Oliveira. No entanto, toda a premiação oficial dos vencedores acontecerá na Praça Marcílio Dias, às 13h para seis quilômetros e 32 quilômetros e às 15h para o revezamento e para a prova de 60 quilômetros. Todos os participantes que concluírem a prova no tempo regulamentar receberão um medalhão personalizado.

Já as três primeiras equipes no geral livre, feminino, e Over 200 modalidade quarteto, os três primeiros no geral masculino e feminino na modalidade solo cinco, 32 e 60 quilômetros e os três primeiros de cada categoria por idade, a cada dez anos, no masculino e feminino, modalidade solo 32 e 60 quilômetros, terão premiações diferenciadas, com troféu e um valor em dinheiro divulgado no site oficial da prova, o www.prodesporte.com.br. Todos os inscritos possuem direito a um kit, onde consta o numeral, camisa do evento e bandana. A retirada será feita na véspera da prova.

“É uma prova que atende a todos os níveis de condicionamento, pela quantidade de opções de percurso. Há ainda a possibilidade do revezamento. O evento é bem bacana, e estamos com uma quantidade razoável de inscritos de fora de Nova Friburgo. Nesta semana estamos aguardando as inscrições do pessoal da cidade, que sempre deixa para a última hora mesmo. Todos vão ganhar camisa e medalha, e com direito a um chope artesanal gelado na chegada. Tudo montado para atender aos corredores que vierem”, resume o professor José Augusto, presidente da Asssociação dos Corredores Friburguenses (Ascof) e organizador do evento.

Homenagem a Augusto

O treino do último fim de semana, no Estádio Eduardo Guinle, foi bastante especial para os corredores da Ascof. Os próprios atletas prepararam um café da manhã em homenagem ao professor José Augusto (foto), pela passagem do seu aniversário. A pista esteve lotada, e depois do treino, houve um momento de confraternização entre os presentes.

“São 37 anos de corridas, não só nas pistas, mas também contribuindo para que as pessoas tenham uma qualidade de vida melhor e bons resultados nos eventos. Infelizmente não conseguimos atingir a todos, mas a missão está sendo cumprida”, avalia.

Há décadas na organização de eventos, Augusto e sua equipe promoveram mais uma corrida recentemente na cidade. A Friburgo Meia Maratona faz parte de um calendário previamente montado, e que vem sendo cumprido com o passar dos meses. Os treinamentos da Associação de Corredores Friburguenses acontecem regularmente no Estádio Eduardo Guinle, durante três dias da semana.

“Estamos aqui às terças, quintas e sábados, e é só comparecer à pista, sempre a partir das 7h30. Quem não pode vir os três dias pode comparecer em um só. A gente monta uma planilha de treinamentos para seguir durante a semana, no horário e local que for melhor para a pessoa”, explica.

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