CPI da Saúde dará resposta à sociedade, garante presidente

Depoimentos de ex e atual titular da secretaria estão marcados para a próxima quarta; 12 testemunhas já foram ouvidas
quinta-feira, 11 de abril de 2019
por Paula Valviesse (paula@avozdaserra.com.br)
CPI da Saúde dará resposta à sociedade, garante presidente

 

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada pela Câmara de Vereadores de Nova Friburgo para investigar supostas irregularidades em contratos emergenciais de fornecimento de alimentação para os funcionários, pacientes e acompanhantes do Hospital Municipal Raul Sertã, firmados entre a prefeitura e a empresa Global Trade Indústria de Alimentação, já realizou três reuniões com testemunhas. Até o momento 12 pessoas foram ouvidas. Para a próxima quarta-feira, 17, estão agendados os depoimentos do ex-secretário de Saúde, Christiano Huguenin, e da atual secretária da pasta, Tânia Trilha.

Segundo o presidente da comissão, o vereador Johnny Maycon (PRB), em decorrência das informações coletadas nos primeiros depoimentos e da dificuldade encontrada pelos membros da CPI para notificar algumas testemunhas, foram necessárias  mudanças no cronograma das reuniões. Com isso, estão previstas sessões nos próximos dias 15, 17, 24 e 26.

“Após as reuniões tivemos a necessidade de fazer novas deliberações. Decidimos incluir mais três nomes a lista de depoentes e também determinamos o envio de uma solicitação de um documento à Controladoria Geral do Município. Esse documento, anteriormente, foi solicitado para a Secretaria de Saúde, mas ao ouvirmos vários funcionários da prefeitura, que tiveram contato com os processos que estão sendo investigados, descobrimos que ele foi encaminhado para o setor em questão”, explica o vereador.

Ainda de acordo com o presidente, as reuniões, apesar da mudança nas datas, têm seguido conforme planejadas e está mantida a intenção de entregar o relatório final da comissão ainda no mês de maio. “As oitivas têm sido muito tranquilas, apesar de desgastantes pelo tempo que alguns depoimentos tem levado. Mas estamos nos esforçando para levantar o máximo possível de informações. Os depoentes têm sido respeitosos, as reuniões estão correndo de forma equilibrada e, vale a pena destacar, que todos os membros, mesmo havendo entre eles vereadores da base, estão se dedicando de forma intensa. Não esbarramos em nenhum tipo de dificuldade por conta da composição da comissão”, afirma Johnny Maycon.

Para o presidente da CPI, as informações fornecidas até o momento pelas testemunhas ouvidas foram muito úteis ao processo investigativo da CPI: “Iniciamos as oitivas na última sexta-feira, 5, mas tivemos um problema interno, com relação as filmagens e a gravação da reunião, sendo possível ouvir apenas três pessoas na parte da tarde. Foram ouvidas três nutricionistas, uma da unidade de saúde, uma da empresa Global, que atualmente é responsável técnica e uma ex-funcionária da empresa. Em seus esclarecimentos, reunimos muitas informações sobre o controle das refeições dos pacientes, acompanhantes e servidores, tiramos dúvidas e pudemos confrontar o material coletado com os processos que estudamos antes de iniciar essa nova fase”, conta o parlamentar.

Presidente afirma que CPI não terminará em “pizza”

A afirmação do vereador Zezinho do Caminhão (PSB), que foi o proponente da CPI e atualmente está como relator, feita em entrevista concedida ao jornal A VOZ DA SERRA em outubro do ano passado, de que a comissão “não terminaria em pizza”, foi reiterada pelo atual presidente da CPI, Johnny Maycon. Segundo o parlamentar que está conduzindo as reuniões, é preciso assegurar isso à população.

“Essa CPI não vai terminar em pizza. Tudo aquilo que pudermos fazer no caminho da justiça, com responsabilidade, seriedade e imparcialidade, será feito e apresentado no relatório final”, afirma Johnny Maycon. Ainda de acordo com o parlamentar, além de ser apresentado e votado pelos demais vereadores da Câmara de Nova Friburgo, o relatório final da comissão (aprovado ou não) será encaminhado na íntegra para os ministérios públicos do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), Federal (MPF) e também para a Polícia Federal.

“No caso da PF, é importante que esse documento chegue até eles porque existe um inquérito aberto, provocado pelo MPF, que trata desta mesma temática. Estamos nos dedicando para dar uma resposta à sociedade. Precisamos mostrar para a população que a CPI é uma ferramenta importante, que se utilizada de forma justa e imparcial e com trabalho árduo, tem o seu êxito. Porque as pessoas estão muito decepcionadas com as comissões parlamentares de inquérito”, destaca Johnny Maycon.

 

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