Comércio de todo o estado pode perder até R$ 5 bilhões com feriados em 2020

São nove nacionais, dois estaduais e um municipal, todos caindo em dias úteis com possibilidade de enforcamento
quarta-feira, 06 de novembro de 2019
por Jornal A Voz da Serra
Comércio de todo o estado pode perder até R$ 5 bilhões com feriados em 2020

Com o excesso de feriados em 2020 (nove nacionais, dois estaduais e um municipal), todos caindo em dias úteis com possibilidade de enforcamento, o comércio varejista do Estado do Rio de Janeiro pode perder em média R$ 4,8 bilhões em receitas de vendas durante o ano que vem, segundo estimativa do Centro de Estudos do Clube de Diretores Lojistas da capital fluminense (CDL Rio). O levantamento aponta que cada dia parado representa uma perda média de cerca de R$ 405 milhões. 

Ao longo do próximo ano o comércio terá mais de 20 dias de movimento prejudicado e abril será o mês com mais feriados: Paixão de Cristo (dia 10, sexta-feira), Tiradentes (dia 21, terça-feira) e São Jorge (dia 23, quinta-feira), seguido de novembro com dois feriados: Finados (dia 2, segunda-feira) e Consciência Negra (dia 20, sexta-feira). 

Segundo o presidente do CDLRio, Aldo Gonçalves, apesar dos acordos feitos entre o SindilojasRio e o Sindicato dos Empregados do Comércio que permitirem as lojas funcionarem nos feriados, os possíveis prolongamentos vão penalizar os lojistas, principalmente as lojas de rua que são as que mais sofrem, especialmente o centro da cidade que fica completamente deserto. Com os chamados “enforcamentos” há a possibilidade dos fluminenses folgarem cerca de 20 dias, incluíndo os sábados, considerado pelo varejo o melhor dia de vendas da semana.

“Não há dúvida que este excessivo número de dias parados prejudicará o comércio. São mais de 20 dias (quase um mês) de vendas depreciadas. E não são apenas os empresários lojistas que perdem com isso. Perdem os comerciários que deixarão de vender, o próprio consumidor que não pode comprar e o governo que deixa de arrecadar impostos. No caso dos comerciários, estimativa do Centro de Estudos do CDLRio mostra que eles podem perder quase um salário no ano, um verdadeiro 14º salário jogado fora. Não somos contra os feriados em datas comemorativas – e até mesmo, quando possível, o adiamento deles. Mas somos a favor de que a sociedade civil organizada, empresários, líderes de classe e autoridades se sentem à mesa para discutir outras soluções que evitem tamanho desperdício”, conclui Aldo Gonçalves.

 

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