Chuvas intermitentes deixam estradas vicinais cobertas de lama

Catorze linhas de ônibus da Faol foram alteradas ou suspensas
quinta-feira, 21 de novembro de 2019
por Jornal A Voz da Serra
A Estrada Velha de Ampáro enlameada (Arquivo AVS)
A Estrada Velha de Ampáro enlameada (Arquivo AVS)

 Choveu, atolou. Assim é a realidade dos moradores de localidades rurais de Nova Friburgo com estradas sem pavimentação que ficam intransitáveis toda vez que chove forte ou há instabilidade contínua como nos últimos dias. De acordo com uma moradora do loteamento Toledo, no distrito de Amparo, a chuva intermitente têm prejudicado muito a população local.

Na mensagem enviada ao jornal, a moradora diz que há riscos de acidentes. “Na estrada Toledo-Braunes, a lama impede a passagem num trecho de subida. Já na estrada Toledo-Tiradentes até a pé está difícil de passar. Se ocorrerem quedas de encostas ficaremos ilhados. Ontem (terça-feira, 19), por volta das 21h, cheguei à estrada do Toledo com minha filha de 6 anos no carro e não pude passar, o ônibus estava atolado. Tentei então passar pela estrada velha do Amparo. Fiquei atolada e sozinha com a minha filha, no escuro. Dormimos no carro até o reboque retirar o ônibus”, relatou a mulher. 

Além da linha Centro-Toledo, outras sofreram alterações nos itinerários ou foram suspensas. Ontem, 21, a empresa Faol informou que as linhas que estão suspensas são as que ligam o Centro a Alto do Catete, Benfica, Colonial 61 e Macaé de Cima. As linhas que estão operando com alterações nos trajetos são as que ligam o Centro ao Alto de Olaria/via Rua Paraná (indo e voltando pela Rua Amapá), Alto do Schuenck (indo até o calçamento), Bairro Novo, Bom Jesus (indo até o Loteamento Jacina), Braunes (manobrando no condomínio Sans Souci), Dona Mariana (indo até a ponte), Fazenda Rio Grande e Pilões (também até o asfalto), Retiro (manobrando um ponto antes do final), Toledo (até a Fazenda Bela Vista), Vargem Alta (indo e voltando pelo calçamento).

O ex-vereador Gustavo Barroso se  mostrou indignado com a situação. "Toda vez que chove acontece a mesma coisa. A Prefeitura tem uma usina de asfalto a quente parada e em três anos não investe nas estradas rurais". A VOZ DA SERRA aguarda o posicionamento da prefeitura.

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