Cacau Rezende inaugura exposição "DiverCidade" na Usina Cultural Energisa

Composta de quadros conhecidos e inéditos, mostra ocupa três galerias do espaço
terça-feira, 02 de abril de 2019
por Ana Borges (ana.borges@avozdaserra.com.br)
Uma das obras da exposição (Foto: Regina Lobianco)
Uma das obras da exposição (Foto: Regina Lobianco)

A Galeria Usina Cultural Energisa inaugurou na última sexta-feira, 29  de março, uma nova exposição do artista plástico Cacau Rezende - DiverCidade. São 20 obras inéditas distribuídas em três salas, que podem ser apreciadas pelo público de terça-feira a sábado, das 13h às 18h.       

“Uma das coisas que mais gosto de fazer é observar os movimentos na cidade. O vaivém das pessoas e dos veículos, o bate-papo nas esquinas, nos bares. O entra e sai nas lojas, nos restaurantes, colégios e serviços”, revela o pintor, que se inspira no dia a dia das pessoas e no cotidiano da cidade para criar suas telas.

Ele conta que gosta de observar casais trocando juras de amor e gente ao redor do coreto enquanto ouve a banda tocar. “Adoro ver as crianças cercando o baleiro e o pipoqueiro, correndo de um lado para outro, brincando de pique-esconde, de roda, pulando maré, ou jogando bola de gude. Meninos e meninas são coloridos!”, define.

Para Cacau, estes e outros movimentos trazem vitalidade, vivacidade à cidade. “Rua cheia de gente e diversidade de uso. O resultado é cidade cheia de vida. Rua sem gente, sem uso, é rua sem vida. Rua sem vida é cidade morta, já dizia Jane Jacobs [jornalista, urbanista e ativista social americana, que no contexto da pós- modernidade, em 1961 publicou seu livro “Morte e Vida de Grandes Cidades”, uma das mais importantes obras de crítica ao urbanismo moderno, caracterizado pela prevalência do automóvel em detrimento das pessoas].

“A cidade é, por sua natureza, um espaço democrático e participativo, por isto é fundamental a participação de todos nós no seu funcionamento”, pondera o artista, revelando que ele pensa e vive a cidade em todos instantes de sua vida, como cidadão comum, engenheiro ou artista.

“Hoje, quero mostrar às pessoas um olhar da cidade sob o prisma do “eu” como artista. A cidade, com toda a sua diversidade, os mais diversos atores que a compõem, os espaços e suas multiplicidades de usos, alguns reconhecidos do nosso cotidiano, outros do universo do meu imaginário. Então, aproveitem!”, convida Cacau Rezende.

 

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