Black Friday aquece movimento no comércio friburguense

Dado grande volume de compras nesse dia, Procon-NF não chega a registrar aumento significativo de queixas
quarta-feira, 21 de novembro de 2018
por Jornal A Voz da Serra
Black Friday aquece movimento no comércio friburguense

A expectativa com a Black Friday, nesta sexta-feira, 23, já aqueceu o movimento no comércio friburguense nos últimos dias, a olhos vistos. No Centro da cidade, muitas lojas exibem cartazes com promoções tentadoras.

Segundo o chefe do Procon de Nova Friburgo, Alexsandro Gabetta Barroso, dado o grande volume de compras normalmente registrado nesse dia, a Black Friday não chega a representar um aumento significativo de queixas no órgão, que atende a toda a região. As queixas que chegam ao Procon-NF, segundo ele, não explicitam se a compra foi efetuada especificamente durante a Black Friday.

Para Gabetta, é importante o consumidor ficar atento aos preços rotineiros dos produtos, a fim de evitar a famosa "black fraude" - quando as mercadorias têm o preço majorado para só então incidir o desconto, o que representa uma vantagem ilusória. "Também é importante sempre guardar a nota fiscal do produto e, em caso de descumprimento da oferta, guardar o encarte ou tirar foto da promoção. São provas que podem fazer a diferença num eventual processo", orienta Gabetta.

Como em outras cidades do país, milhares de pessoas aguardam a megaliquidação para aproveitar as ofertas. Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostra que seis em cada dez (58%) consumidores têm a intenção de fazer compras na Black Friday, um expressivo aumento de 18 pontos percentuais em relação ao ano passado. Por outro lado, 32% só devem ir às compras caso encontrem boas ofertas e apenas 10% não pretendem comprar nada.

Entre os que pretendem comprar produtos de olho nos descontos, 70% consideram a data uma oportunidade de adquirir itens que estejam precisando com preços mais baixos. Cerca de 30% querem antecipar os presentes de Natal de olho nas promoções, enquanto 12% planejam aproveitar as ofertas mesmo sem ter necessidade de comprar algo no momento. Já entre os que não pretendem fazer compras na Black Friday, os principais motivos apontados são falta de dinheiro (28%) e o fato de não precisar comprar nada (22%).

Considerando aqueles que realizaram compras no ano passado, 34% esperam adquirir mais produtos em 2018, 28% comprar menos e 20% a mesma quantidade. Além disso, 32% pretendem gastar mais, outros 32% gastar menos e 24% desembolsar o mesmo valor. Considerando os que têm intenção de gastar mais, 30% disseram acreditar que os produtos estarão com preço bom e que vale a pena aproveitar a promoção. Para 26%, existe a necessidade de adquirir mais produtos e 23% vão às compras por terem economizado ao longo do ano para poder gastar.

O presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, explica que o evento já é uma importante data de vendas para o varejo e as lojas que praticarem descontos reais sairão à frente da concorrência. “As promoções na internet costumam ser mais vantajosas, mas as lojas físicas que souberem oferecer preços competitivos também conseguirão atrair o consumidor”, destacou.

Os sites e aplicativos de varejistas nacionais (66%) mantêm a preferência dos consumidores. Na sequência, estão os shopping centers, as lojas de rua e os supermercados, mencionados por 39% dos entrevistados. Já 24% optam por sites e aplicativos de compra e venda de produtos novos ou usados. Em relação aos que vão comprar pela internet, 41% disseram escolher os portais que costumam fazer compras, 31% os sites que têm frete grátis e 28% as lojas online de marcas conhecidas.

As roupas lideram a lista de compras dos consumidores (38%) e os calçados ocupam o segundo lugar (32%). Celulares e smartphones ficaram com a 3ª posição (30%) entre os produtos que devem ser mais adquiridos. Depois aparecem os eletrônicos (25%) e os eletrodomésticos (24%).

A forma de pagamento mais utilizada será a de compras a prazo (68%), sobretudo no cartão de crédito parcelado (49%), sendo que a média de parcelas será de seis prestações. Ou seja, até maio de 2019 estes consumidores estarão pagando as compras feitas na Black Friday. Ao mesmo tempo, 66% disseram que pretendem pagar suas compras à vista, principalmente em dinheiro (47%).

Embora a sexta-feira de grandes descontos atraia mais consumidores todos os anos, a maioria dos entrevistados ainda teme a ação de fraudadores: 64% têm medo de sofrer fraudes, como roubo de dados bancários ou clonagem de cartões. Cada vez mais familiarizados com o uso da internet, 87% dos consumidores brasileiros garantem que costumam buscar informações sobre a reputação das lojas antes das compras, principalmente em sites de reclamação (61%), nas redes sociais (45%) e no Procon (14%). Além disso, 97% vão acompanhar o preço de ao menos parte dos produtos para checar a veracidade das ofertas.

Questionados sobre a experiência com a Black Friday 2017, mais da metade dos consumidores brasileiros afirma ter comprado e 78% consideram que valeu a pena. Para 89%, os descontos anunciados pelas lojas eram reais e 83% não encontraram problemas com as compras. Apenas 16% tiveram algum tipo de dor de cabeça, especialmente com entrega fora do prazo (6%). Entre os que enfrentaram contratempos, 43% destacam que não conseguiram resolvê-los, sendo que 15% desistiram de solucioná-los.

Apesar de seis em cada dez entrevistados (64%) terem planejado suas compras, 36% reconhecem que acabaram comprando por impulso e 11% ficaram com o nome sujo. Dentre os consumidores que ficaram negativados por causa de compras feitas no período, 6% já limparam o nome e 5% ainda estão com restrição no CPF.

O SPC Brasil entrevistou 966 consumidores de ambos os sexos, acima de 18 anos e de todas as classes sociais nas 27 capitais brasileiras.

 

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