Av. Roberto Silveira interditada neste domingo para instalação de pontes

Avenidas dos Ferroviários e Nossa Senhora do Amparo, além da Estrada do Girassol, servirão como vias alternativas
quinta-feira, 14 de novembro de 2019
por Fernando Moreira (fernando@avozdaserra.com.br)
Uma das pontes já instalada, desnivelada da rua (Arquivo AVS/ Henrique Pinheiro)
Uma das pontes já instalada, desnivelada da rua (Arquivo AVS/ Henrique Pinheiro)

 

A Avenida Governador Roberto Silveira, principal acesso ao distrito de Conselheiro Paulino, estará interditada para o fluxo de veículos neste domingo, 17, no trecho entre o Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) e o posto de combustíveis Raça, no bairro Duas Pedras, para a colocação de estruturas metálicas e demolição de passarelas sobre o Rio Bengalas. Os serviços serão executados pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea).

As avenidas dos Ferroviários e Nossa Senhora do Amparo, além da Estrada do Girassol, servirão como vias alternativas aos motoristas. De acordo com nota enviada pela prefeitura, agentes da Secretaria Municipal de Ordem e Mobilidade Urbana (Smomu) estarão presentes para auxiliar no trânsito e evitar maiores transtornos.

Segundo o Inea, ao todo, serão substituídas ao longo do Rio Bengalas quatro travessias de pedestres e três pontes. Parte do trabalho já foi concluído. As intervenções fazem parte das ações de controle de inundação, drenagem e recuperação ambiental do Rio Bengalas. A previsão de conclusão desta fase da obra é em dezembro deste ano. As intervenções vão custar R$ 17 milhões. “A substituição de travessias e pontes visa remover estreitamentos da calha, melhorar o escoamento das águas do rio e garantir a eficiência das obras já realizadas no corpo hídrico”, informou o Inea, em nota, no final de agosto.

Substituição de pontes tem gerado desconfiança

A instalação das pontes para passagem de pedestres sobre o Rio Bengalas, ao longo da Avenida Governador Roberto Silveira, tem gerado desconfiança e reclamações de quem passa pelo trecho. Primeiro, a queixa era quanto a necessidade da intervenção, já que para a população, as pontes de concreto não apresentavam problemas e poderiam continuar sendo usadas. Depois de instaladas, a desconfiança era quanto a altura das pontes, que exigiam a construção de uma escada ou uma rampa para que pudesse ser acessada pelos pedestres devido ao desnível em relação à calçada.

As queixas ganharam ainda mais força depois que a empresa responsável pela obra iniciou a construção de rampas de acesso às pontes. Até aí tudo bem, o problema é as rampas ocuparam  praticamente toda largura da calçada, obrigando os pedestres a andarem pelo acostamento.

“Como um cadeirante ou uma mulher com carrinho de bebê farão para passar por aqui?”, observou uma internauta no fim de setembro na página de A VOZ DA SERRA no Facebook.

Na ocasião, o Inea informou que as rampas serão estendidas também para o outro lado, o que não obrigaria os pedestres a passarem pelo acostamento. Mas as rampas que invadem a calçada não são as únicas reclamações. A segurança também está sendo questionada. Isso porque, apesar de novas, as pontes (pelo menos por enquanto) não contam com grades de proteção lateral.

 

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