Ações públicas pelo bem-estar animal

Prefeitura busca amenizar a situação dos abrigos da cidade, que estão lotados
sábado, 25 de agosto de 2018
por Paula Valviesse (paula@avozdaserra.com.br)
Ações públicas pelo bem-estar animal

Um problema que chama a atenção em Nova Friburgo é que, por mais que se queira dar abrigo aos animais em situação de rua, fornecer alimentos e realizar castrações, todos os abrigos existentes no município estão lotados. Na cidade existe um abrigo que recebe subvenções, mas o fundamental é que as tenham responsabilidade com os seus animais de estimação.

A subsecretária de Bem-Estar Animal (Subea), Monique Malhard (foto), reforça que nunca deve-se abandonar um animal. Se não é mais possível cuidar, o ideal é buscar locais de acolhimento, ação que pode ser feita com a colaboração da própria secretaria.

“Jamais deve-se abandonar uma ninhada. Caso o animal tenha tido alguma que não era esperada pelo seu dono, entre em contato com o órgão para que possa ajudar da melhor maneira possível, encaminhando para grupos e posteriores feiras de adoção. Pela Subea também é possível obter a indicação dos serviços de castração a preços populares para quem não tem condições de arcar com o serviço ou para alguém que vai ajudar na castração de algum animal comunitário”, reforça Monique.

E para aqueles que desejam contribuir com as ações, doações de rações e outros produtos podem ser feitas junto à entidades apoiadas pelo município. Já quem quer aumentar a família, adotando um lindo peludinho, que tal considerar um companheiro amoroso, vacina e cheio de amor para dar que aguarda nos canis, ansioso, por um lar. As feiras de adoção estão aí, é só chegar de coração aberto e sem preconceito com raça, afinal, um grande amigo é um grande amigo, independente se ser “vira-lata”.

E vale sempre lembrar que, pela lei federal 9.605, em seu artigo 32, chamada também de Lei dos Crimes Ambientais: “Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos”, é crime e a pena varia de três meses a um ano de detenção, além de multa.

Abrigos lotados, apesar de não haver recolhimento

Segundo a prefeitura, por meio da Secretaria de Bem-Estar Animal (Subea), o município não faz recolhimento de animais de rua, como alternativa informa que tem sido prestado auxílio na construção/ alocação de algumas “casinhas” para cães comunitários, que são, geralmente, cuidados por moradores locais a atendidos, em situações que não demandem uma grande estrutura, pelo veterinária da Subea.

“Existe um canil que recebe subvenções da Prefeitura de Nova Friburgo, mas todos os canis da cidade estão bem cheios”, informa a subsecretária. Para atenuar essa situação, são realizadas as feiras de adoção, onde muitos desses animais são levados.

Vacinação e feiras de adoção e doação

No município é realizada periodicamente a campanha de vacinação antirrábica, onde todos os donos de animais devem levar seus cães e gatos para serem vacinados pelos veterinários da subsecretaria. Além disso, existe a vacinação complementar, que é realizada pelo órgãos nos cães e gatos que estão nos abrigos. Essa ainda é uma forma de incentivar a adoção.

“Para as feiras de adoção os animais são vacinados e microchipados, no intuito de promover a adoção consciente, já que há a possibilidade de identificá-los, assim como o adotante, caso sejam encontrados novamente nas ruas”, explica Monique.

Para quem se sensibiliza com a causa, é possível colaborar com esses peludinhos que estão à espera de um dono por meio de doação de ração e materiais de higiene. Essa ação não é realizada diretamente pela subsecretaria, mas através de apoio: Existem alguns grupos de proteção que fazem essas arrecadações na cidade e que são sempre apoiadas pela Prefeitura, que está sempre abrindo espaço para que elas aconteçam. Na próxima campanha, por exemplo, que acontece neste sábado, 25, o grupo ‘Somos Todos Vira-Latas’ tem esse objetivo”.

Área de lazer em fase de estudo

Um dos questionamento dos donos de cachorros da cidade é a respeito de um local onde possam levar seus amiguinhos de quatro patas para passear. Antes da reforma, muitas pessoas se encontraram na Praça do Suspiro, mas agora tal prática não é mais possível. Perguntada sobre a possibilidade de criação de um “parcão” na cidade , a secretaria respondeu que há um projeto em andamento e que justamente o Suspiro está previsto para ser o primeiro local contemplado com esse espaço onde os animais possam circular mais livremente.

Questões de saúde e segurança

No município não existe uma norma ou lei que atue na questão dos donos de cachorros que não recolhem as fezes de seus animais nas ruas. Como isso é uma questão de segurança pública, fica apenas o apelo não só da secretária, mas da população em geral para que os as pessoas quando saírem para passear com o animal, levem sacolas apropriadas, retirem os dejetos e façam o descarte adequado.

Uma outra questão que deve ser observada, especialmente para os donos de animais de grande porte, é a necessidade ou não do uso de focinheira. Pela lei 4.597/05, no Estado do Rio “é vedada a permanência de animais ferozes em logradouros públicos”, isso vale para todos os locais onde haja concentração de pessoas, como ruas, praças, jardins e parques públicos, e nas proximidades de hospitais, ambulatórios e unidades de ensino públicos e particulares, com exceção dos casos onde os mesmos estejam conduzidos por maiores de 18 anos e façam uso de guias com enforcador e focinheira apropriados para a tipologia racial de cada animal.

 

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